1.1. O ser humano tem necessidade de comunicar-se. É por meio desse processo que nos construímos socialmente, que produzimos conhecimentos, que convivemos. Nesse sentido, recorremos a diferentes formas de estabelecermos esses contatos, que não se limitam ao uso da linguagem verbal. O nosso corpo, as nossas expressões faciais e o próprio silêncio, às vezes, constroem mais sentido do que uma fala ou um texto escrito. Basta nos lembrarmos daquele olhar de mãe, ao repreender uma criança sem sequer pronunciar uma palavra. E é por isso que também nos valemos da chamada linguagem não verbal em nossos atos comunicativos, um tipo de linguagem que não se estabelece por meio de palavras, mas, muitas vezes, por meio de índices, ícones e símbolos, por exemplo. Essa linguagem é tão importante que, mesmo que estejamos comunicando-nos com alguém que não compartilha conosco do mesmo código, conseguimos, muitas vezes, efetivar a comunicação por meio de mímicas, da forma como postamos o nosso corpo, ou até mesmo utilizando-nos de um sorriso.
2. VERBAL
2.1. é aquela que se estrutura por meio da palavra – oral e escrita. Essa informação é muito importante, porque muitos ainda pensam que o vocábulo “verbal” está relacionado a “verbalizar” no sentido da oralidade. Contudo, ao escrevermos, utilizamos uma estrutura configurada em sua relação com um determinado código, que deve ser compreendido e reconhecido, tanto pelo emissor quanto pelo receptor, para que ocorra comunicação. Assim, é correto dizer que, para que façamos uso da linguagem verbal, é essencial que sejamos falantes/usuários de uma língua, que consiste em um sistema de representação (social e historicamente construído), formado por signos linguísticos.
3. NÃO LITERÁRIO
3.1. o texto não-literário tem como marca a linguagem referencial e, por isso, também é chamado de texto utilitário. Em resumo, o texto literário é destinado à expressão, com a realidade demonstrada de maneira poética, podendo haver subjetividade. O texto não literário, contudo, é marcado pelo retrato da realidade desnuda e crua. É possível tratar sobre o mesmo assunto nas duas formas de texto e apontar o tema ao receptor sem prejuízo a informação.
4. LITERÁRIO
4.1. Um texto literário é uma construção textual de acordo com as normas da literatura, com objetivos e características próprias, como linguagem elaborada de forma a causar emoções no leitor. De acordo com a classificação de textos, existe a divisão entre duas categorias: textos literários e textos não literários. Alguns exemplos de textos literários são: peças teatrais, romances, crônicas, contos fábulas, poemas, etc. Uma das características distintivas dos textos literário é a sua função poética, onde é possível constatar ritmo e musicalidade, organização específica das palavras e um elevado nível de criatividade.
5. INTERTEXTUALIDADE
5.1. A intertextualidade é um recurso linguístico que faz o diálogo entre duas ou mais obras utilizando um texto-fonte como referência. Um autor utiliza um recurso intertextual quando ele traz elementos de outras obras para dentro da sua, estabelecendo uma relação entre elas. Os recursos intertextuais não acontecem apenas entre textos, é muito comum encontrá-los em músicas, anúncios publicitários, cinema, pinturas e charges. Quando uma imagem é construída tendo outra como referência, verificamos a utilização de um recurso intertextual. Intertextualidade explícita A intertextualidade é explícita quando a referência ao texto-fonte é clara e de fácil percepção, não sendo necessários conhecimentos prévios específicos por parte do leitor. Intertextualidade implícita A intertextualidade implícita é menos evidente, não é tão fácil identificá-la e exige do leitor conhecimentos prévios. Caso este não conheça a obra que está sendo referenciada, a compreensão do significado pode ficar comprometida. Especialmente no caso da intertextualidade implícita, a compreensão das obras será tanto maior quanto maior for o conhecimento de mundo e o repertório de leitura e conhecimentos do leitor.