1. O que as crianças fazem quando escrevem textos: A construção da aprendizagem das crianças.
1.1. Nossa interação linguística é discursiva, nós nos comunicamos por textos.
1.2. O conhecimento da criança sobre os textos escritos se baseia a partir do conhecimento que ela tem da língua falada.
1.3. O aluno se vale de seu conhecimento linguístico internalizado para descobrir como grafar as palavras (sistema de escrita alfabético).
1.4. Elas recorram ao que já sabem sobre os textos orais, dos conhecimentos adquiridos através dos seus familiares, vizinhos e amigos.
1.5. Quando as crianças começam a aprender a escrever, elas dominam os conhecimentos sobre a apresentação do discurso do outro que são comuns nas instâncias orais de enunciação.
1.6. A instância de enunciação que se constitui pela presença dos nterlocutores, sinalizam os tempos verbais para construção e interpretação dos textos (o “eu” - o enunciador , que define alguém que será o seu “tu” – o enunciatário –, e ambos constroem o texto, no “aqui e agora” da enunciação).
1.7. Quando as crianças começam a aprender a escrever, elas dominam os conhecimentos sobre a apresentação do discurso do outro que são comuns nas instâncias orais de enunciação.
2. Considerações sobre a linguagem e a produção textual: norteadores do trabalho de produção de textos na escola
2.1. A escola é responsável pela aprendizagem discursiva oral e escrita. Para o desenvolvimento da escrita é necessário ter o objetivo de ensino.
2.2. O professor deve considerar que, de um lado, há o processo de produção de textos orais e, de outro, o processo de produção de textos escritos. Sendo importante considerar a distinção entre o discurso falado e o discurso escrito.
2.3. A LINGUAGEM
2.3.1. Entendida como espaço de interação, ou sócio interativa.
2.3.2. Compreensão da linguagem como expressão de uma competência discursiva que possibilita a interação social. É por meio do texto que se torna possível entender como se dá o funcionamento do discurso.
2.3.3. O processo de produção textual é uma atividade que se dá entre interlocutores: de um lado, o sujeito produtor, que fala ou escreve; de outro lado, o sujeito interpretador, que ouve ou lê.
2.4. Ao produzir um texto escolhemos a forma como organizá-lo, o vocabulário mais adequado à situação de comunicação, em função do ouvinte/leitor que desejamos atingir. Todos esses fatores irão determinar o gênero de texto que será produzido e o processo de sua produção/interpretação.
2.5. O PROCESSO DE PRODUÇÃO DE TEXTOS
2.5.1. As condições de produção de um texto escrito, portanto, deve ser palpada nos objetivos da produção do texto, a quem se destina a leitura e os meios pelos quais o texto chegara ao leitor. É a partir desses fatores que quem escreve define as informações que vão entrar no seu texto.
2.6. CONDIÇÕES DE PRODUÇÃO DE TEXTOS NA ESCOLA
2.6.1. Os fatores a serem considerados na produção de escrita escolar são:
2.6.1.1. Quem escreve, o indivíduo
2.6.1.2. Para quem se escreve (quem é o leitor?)
2.6.1.3. Para que se escreve (qual o objetivo do texto?)
2.6.1.4. Sobre o que se escreve (o "algo a dizer")
2.6.1.5. Onde se escreve (em que tipo de suporte o texto será veiculado?)
2.6.1.6. Como se escreve, a utilização da linguagem
3. Martha Lourenço Vieira Maria da Graça Costa Val
4. As autoras abordam sobre a formação do processo e construção da linguagem escrita, afim de contribuir para o desenvolvimento da competência discursiva dos nossos alunos. As mesmas discorrem de exemplos que contribuem para o desenvolvimento de habilidades e competências para o uso da escrita em diferentes situações de comunicação.
5. Sobre a escrita como sistema de representação do texto falado
5.1. A fala e escrita são modalidades distintas de produção de textos, a escrita tem um modo próprio, específico, de representar o processo de interação, sendo assim, a escrita não representa apenas o texto falado, mas também os fatores constituintes de suas condições de produção.
5.2. Para uma aprendizagem significativa sobre a escrita é necessário criar ambientes (sala de aula) organizados, possibilitando o compartilhamento de ideias, diferentes tipos de textos e pesquisa relacionadas aos textos que serão produzidos, afim de desenvolver a autonomia no processo de construção do conhecimento sobre a escrita.
5.3. Na linguagem escrita precisamos representar através de vários recursos uma série de aspectos que a diferenciam da fala. São elementos como os sinais de pontuação, os recursos gráficos como grifo, tamanho e tipos de letras, o uso de títulos, as aspas, e o uso do travessão no contexto de produção da falas.
5.4. Os texto escrito nas séries iniciais, interessa-nos, principalmente, a “tecnologia da escrita” - que é um conjunto de conhecimentos necessários ao uso da escrita naquilo que ela tem de específico, que a torna diferente da fala, ou seja, a escrita tem um modo próprio, de representar o processo de interação linguística.
6. O texto oral ou escrito como unidade de ensino: aspectos metodológicos
6.1. No processo de produção de textos, as competências discursivas que precisam ser utilizadas pelo aluno são:
6.1.1. Situação de linguagem: para quem irá escrever, sobre o que irá escrever, com que objetivo irá escrever, etc.);
6.1.2. Situação de linguagem: os recursos linguísticos para escrever o texto.
6.1.3. Os recursos da “tecnologia da escrita”, as adequações das condições de produção determinada pela situação de linguagem.