1. A Abordagem Centrada na Pessoa, a comunicação terapeuta-cliente deve ser compreendida não como um conceito único, mas segundo as diferenças estabelecidas em cada fase do pensamento rogeriano.
2. Para Wood (2008), a nomenclatura Abordagem Centrada na Pessoa é utilizada para designar a intensificação da atuação nessas outras áreas com foco nas interações sociais.
2.1. Para Wood (1983), o objetivo da terapia centrada na pessoa, individual ou de grupo, é “facilitar a criação de um clima que a tendência formativa possa expressar- se livremente em cada pessoa e no grupo de pessoas”.
3. Na psicoterapia se procura por um relacionemos pessoal mais próximo, que que se exigia a atenção do terapeuta ao cliente, pois “se , anteriormente , seu papel era ficar fora do caminho do cliente, agora ele é levado a comprometer-se numa busca por compressão empática do sistema de referência da outra pessoa” (Cury, 1987, p.16).
3.1. Além disso, para pôr-se em prática a empatia, a congruência e a aceitação positiva incondicional era necessária uma maior atenção ao seu próprio campo fenomenal no momento da terapia.
3.1.1. Esse campo experimental é formado por tudo o que é experimentado pelo organismo, mesmo que tais experiências não venham a ser captadas pela consciência. A consciência nesse caso, seria a simbolização de experiências vividas.
3.1.1.1. Rogers (1951/1975) afirma que é a partir desse mundo interno que ocorria uma determinada conduta, o indivíduo, portanto, agiria no mundo a partir das suas percepções sobre estes, pois a forma como apreende e experimenta o mundo é para ele a realidade. Assim, modificando- se tais percepções, as condutas poderiam vir a se alterar.
4. Centrada no cliente (Rogers, 1975). Sobre esse momento, Rogers (Evans, 1979, p.56) relata: “Havia muita ênfase nas características filosóficas, e na atitude do terapeuta, é um decidido afastamento de técnicas para buscar, talhes ainda ás apalpadelas, um relacionamento pessoal íntimo.
5. Buscando diferenciar a relação terapêutica dos outros tipos de relações pessoais, Rogers (1942/1979) trás seus quatro aspectos fundamentais
5.1. O primeiro aspecto é a presença significativa e calorosa do terapeuta, o que faria evoluir o nível afetivo da relação.
5.2. O segundo seria a permissividade para a expressão do cliente que passa a “reconhecer que todos os sentimentos e atitudes se podem exprimir” (p.98).
5.3. Como o terceiro aspecto tem-se o estabelecimento dos limites da relação entre terapeuta-cliente como, por exemplo, o horário e a duração definidos da sessão.
5.4. O último aspecto fundamental trazido é ausência de formas de pressão ou coerção, pois “o conselheiro competente abstêm-se de introduzir nas situações terapêuticas os seus próprios desejos, reações e inclinações”. (p.99)
6. Segundo Cury, o objetivo colocado ao terapeuta era o de proporcionar permissividade suficiente para que o cliente modificasse a percepção de si, por meio da livre expressão de sentimentos.
6.1. A postura do terapeuta “criar uma relação caracterizada pelo calor, pelo interesse, capacidade de reposta é uma dedicação afectiva num grau limitado com clareza e precisão” (Rogers, 1942/1979, p.98), proporcionaria os mecanismos necessários para alcançar essa meta.
6.1.1. É importante e necessário trazer que, apesar do relevo dado a essa implicação afetiva, a postura do terapeuta é técnica, mantendo certo distanciamento da relação direta com o cliente.
6.1.1.1. O processo terapêutico era percebido como “a aquisição pelo cliente de insight sobre si mesmo e sobre suas relações, formando desta maneira uma sequência de série de eventos.
6.1.1.1.1. Eram percebidos como blocos estanques, a partir de técnicas aplicadas pelo terapeuta e não como o desenrolar de um movimento.
7. De acordo com Barreto, nessa fase a ação do terapeuta deveria ser “não interventiva, de aceitação, e usar respostas do tipo clarificação”.
7.1. Compreendesse unilateralidade da comunicação, pois o terapeuta não se coloca como um interlocutor cuja expressão tem relevo para a relação, mas como um facilitador da expressão do cliente.
7.1.1. O terapeuta precisa criar o clima de permissividade para que o cliente se expresse. Mas, parte dessa função passa por criar um espaço no qual juízos e coerções Morais não devem se fazer presentes.