Análise Livro "MINDSET" de Carol S. Dweck, ph.D. por Rodrigo T. Antonangelo

Resumo do livro MindSet da Carol Dweck. Comprem esse livro que ele é top demais.

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Análise Livro "MINDSET" de Carol S. Dweck, ph.D. por Rodrigo T. Antonangelo Door Mind Map: Análise Livro "MINDSET"  de Carol S. Dweck, ph.D. por Rodrigo T. Antonangelo

1. TESTE PRA IDENTIFICAR SEU TIPO DE MINDSET

1.1. Escolha com qual das duas alternativas você mais se identifica em cada uma das questões.

1.2. 1) Ao se deparar com um desafio você:

1.2.1. a.) Fica apreensivo por medo de fracassar.

1.2.2. b.) Fica motivado diante do que pode aprender nessa nova situação.

1.3. 2) Quando se depara com alguém talentoso você pensa:

1.3.1. a.) Que essa pessoa teve sorte por ter nascido com essa habilidade.

1.3.2. b.) Imagina o quanto a pessoa se esforçou para adquirir a habilidade em questão.

1.4. 3) Se seu chefe critica seu trabalho você:

1.4.1. a.) Fica com raiva por ouvir algo negativo sobre seu desempenho.

1.4.2. b.) Valoriza e enxerga uma oportunidade para aprender com os erros.

1.5. 4) Para você os seus diplomas e certificados:

1.5.1. a.) São uma forma de impressionar outras pessoas e demonstrar o quanto é inteligente.

1.5.2. b.) São marcos importantes, mas não atestam suas competências de forma absoluta.

1.6. 5) Na sua opinião:

1.6.1. a.) Sua inteligência é algo muito pessoal, e você não pode transformá-la demais.

1.6.2. b.) Qualquer que seja seu nível de inteligência, sempre é possível modificá-la bastante.

1.7. 6) Sobre suas capacidades você:

1.7.1. a.) Se sente capaz de aprender coisas novas, mas não pode mudar seu nível de inteligência.

1.7.2. b.) Se sente capaz de mudar substancialmente seu nível de inteligência.

1.8. 7) Quando você se decepciona:

1.8.1. a.) Entende que é um sinal de que deve parar, desistir.

1.8.2. b.) Avalia o que deve ter acontecido e recomeça mantendo sua motivação.

1.9. 8) Quando você faz algo bem-feito, você:

1.9.1. a.) Espera ser elogiado e reconhecido pelo trabalho.

1.9.2. b.) Fica feliz pela experiência e aprendizado que teve.

1.10. 9) De maneira geral você se considera uma pessoa:

1.10.1. a.) Pessimista

1.10.2. b.) Otimista

1.11. 10) Quando você falha ou fracassa em algo, você se sente:

1.11.1. a.) Arrasado, afinal de contas, isso demonstra que não é bom o suficiente.

1.11.2. b.) Triste na hora, mas supera rapidamente porque entende que os erros fazem parte da aprendizagem e da vida.

1.12. RESPOSTA

1.12.1. INSTRUÇÕES: Some o número de respostas A e o número de respostas B. Quanto mais respostas A em relação a B, maior seu mindset fixo e quanto mais respostas B em relação a A, maior seu mindset de crescimento.

2. AUTO-IMAGEM ou IDENTIDADE

2.1. Carol Dweck é uma psicóloga americana e pesquisadora na Universidade de Stanford desde 2004.

2.2. Ela sempre se viu como alguém capaz e preparada. Filha do meio, sempre foi uma excelente aluna. Tinha uma mentalidade fixa, fruto de uma experiência intensa na sexta série.

2.3. Nesse ano, caiu na classe de uma professora rigorosa, chamada Sr. Wilson. A professora acomodava seus alunos com base em seu QI, já que na opinião dela, o quociente de inteligência era "a medida definitiva de sua inteligência e caráter".

2.4. Os alunos com baixos índices de QI não tinham permissão para ajudar com as tarefas da classe como limpar o quadro-negro, lavar as borrachas, levar um bilhete ao diretor, atribuições que ofereciam um certo glamour e status aos alunos responsáveis pelas tarefas.

2.5. Dweck não acreditava que a pontuação de QI de uma pessoa fosse tão importante. No entanto, ela gostava de ser a primeira da classe e queria ter sucesso com essas novas regras. Na classe da Sra. Wilson, os alunos nas melhores cadeiras geralmente ficavam com medo de fazer o próximo teste, pois suas pontuações poderiam cair e suas posições poderiam mudar (Daí surgiu a mentalidade fixa da autora relatada por ela).

2.6. O assento de Carol na classe da Sra. Wilson era a primeira fila, assento um.

2.7. Além do estresse de manter uma posição de destaque na classe da Sra. Wilson, Dweck também sofreu pressão quando teve que fazer os exames estaduais. Seus amigos e professores lhe disseram que a escola estava contando com ela para obter as melhores notas no teste de química estadual. Dweck aceitou a responsabilidade e se preparou* o melhor que pôde. Ela marcou 99 de 100 pontos possíveis.

2.8. Tinha uma autoimagem de uma garota inteligente, talentosa e bem-sucedida e não queria perder essa avaliação, o que reforçou a ideia de que as pessoas são (e não se tornam).

2.9. Hoje, Carol tem uma mentalidade oposta a essa e uma autoimagem de alguém esforçado, em constante aprimoramento, capaz de modificar comportamentos indesejáveis e desenvolver ou aperfeiçoar habilidades, mas precisou de muito trabalho para mudar a maneira como molda suas representações internas de si mesma.

2.10. * reflexão: apesar da preparação ser um comportamento mais presente em pessoas com um mindset de crescimento, e esse não ser o caso nesse momento de vida da autora, sua motivação para a preparação era não fracassar (ao invés de se desenvolver) já que o fracasso significaria para alguém com uma mentalidade fixa como a dela, que ela não era tão inteligente e talentosa como se via e como queria ser reconhecida pelos outros.

3. MODELO DE REALIDADE do autor

3.1. Em seu começo de carreira, quando jovem, depois de se deparar com uma reação inesperada de uma das crianças que participavam de um estudo, a autora acabou por perceber que existia uma maneira diferente de lidar com a vida e seus desafios, comparada com os padrões mentais fixos e definitivos que formou em seus tempos de escola.

3.2. Carol achava que as qualidades humanas eram esculpidas em pedra, imutáveis. Ou você era inteligente ou não era, e se fracassasse, isso significava que não era. Os esforços, os erros e a perseverança não faziam parte da jornada de alguém verdadeiramente capaz.

3.3. Em um de seus estudos, se deparou com uma criança que ao invés de resmungar, se lamentar e suar frio enquanto tentava montar um quebra-cabeça razoavelmente complexo, como faziam as outras crianças, esse menino de dez anos puxou a cadeira para mais perto, esfregou as mãos, estalou os lábios e exclamou: “Adoro um desafio!”.

3.4. Até aquele momento, ela sempre havia pensado que uma pessoa ou sabia lidar com o fracasso ou não sabia. Nunca imaginara que alguém pudesse gostar de fracassar.

3.5. Foi através dessa experiência que começou a desafiar seu modelo sustentado até então e passou a enxergar o mundo por um novo ponto de vista: o de que as qualidades humanas poderiam ser cultivadas, que a inteligência e a personalidade eram características que poderiam ser desenvolvidas.

3.6. Nessa mentalidade, características como inteligência, personalidade e caráter não são simplesmente como cartas de baralho que você recebe aleatoriamente no começo do jogo e com as quais terá que viver. Esse novo olhar se baseia na crença de que você é capaz de cultivar suas qualidades básicas por meio de seus próprios esforços, onde cada um de nós é capaz de se modificar e se desenvolver por meio do esforço e da experiência.

4. ESTÓRIAS EMOCIONAIS

4.1. Michael Jordan (Mindset de Crescimento)

4.1.1. Michael Jordan, quando jovem, nunca demonstrou nenhum talento para o basquete.

4.1.2. No ensino médio foi cortado da seleção de basquete, não foi recrutado pela universidade onde queria jogar e não foi chamado para as duas primeiras equipes da NBA que poderiam tê-lo convocado.

4.1.3. O que o fez se transformar no atleta que todos conhecemos foi sua mentalidade de crescimento. Michael Jordan talvez tenha sido o atleta mais dedicado da história do esporte.

4.1.4. Quando foi cortado da equipe na escola, ficou arrasado, mas seguiu o conselho da sua mãe que disse a Jordan que voltasse lá e que fosse disciplinado. Ele passou a sair de casa às seis da manhã para treinar antes das aulas.

4.1.5. Na universidade, trabalhou constantemente para aperfeiçoar suas fraquezas — o jogo defensivo, o manuseio da bola e os arremessos à cesta. Seu técnico ficava espantado com a dedicação e empenho dele durante seus treinos, muito maior do que o de qualquer outro jogador do time.

4.1.6. Mesmo no auge de seu sucesso na NBA, depois que se transformou em um atleta genial, sua obstinação nos treinos sempre foi tão presente que se tornou lendária. Michael começou na liga como um novato com boas “enterradas” e saiu como o jogador mais completo de todos os tempos.

4.1.7. Quando voltou a jogar, depois de 16 meses longe das quadras em 1993, causando grande comoção, disse ter ficado espantado ao ver o grau de interesse que sua volta ao esporte despertou. As pessoas o elogiavam como se ele fosse um “Super-herói” ou algo assim, mas ele dizia achar todo aquele alvoroço muito embaraçoso.

4.1.8. Simplesmente não se sentia especial...

4.1.9. Michael Jordan disse em seu famoso comercial para a Nike: “Errei mais de 9 mil arremessos à cesta. Perdi quase trezentas partidas. Vinte e seis vezes meus companheiros confiaram em mim para o arremesso final, que poderia decidir o jogo, e eu errei”.

4.1.10. O que ele não disse nesse comercial é que, provavelmente, em cada uma dessas situações ele voltou ao ginásio e treinou aquelas jogadas umas cem vezes cada uma.

4.1.11. Jordan se considerava um ser humano como qualquer outro. Ele sabia o esforço enorme que havia feito para desenvolver sua capacidade. Via-se como uma pessoa que batalhou e cresceu, e não como alguém que é inerentemente melhor do que os demais.

4.1.12. “Algumas pessoas gostariam que algo acontecesse. Algumas desejam que aconteça. E outras fazem acontecer”. (Michael Jordan)

4.2. John McEnroe (Mindset Fixo)

4.2.1. O pai de John McEnroe era um grande julgador e sempre exerceu muito pressão para que o filho se destacasse no tênis.

4.2.2. No início John gostava do esporte, se sentia fascinado pelas muitas maneiras de bater na bola e criar novas jogadas. Entretanto, com a enorme pressão que seu pai exercia sobre ele, foi perdendo esse interesse.

4.2.3. O tenista chegou a pedir ao pai que não fosse aos jogos nem aos treinos, na tentativa de reduzir o incomodo que sentia, mas seu pai não o ouviu.

4.2.4. McEnroe proporcionou ao pai o sucesso pelo qual este ansiava, mas não se sentiu gratificado com ele. Chegou a dizer que muitos atletas pareciam realmente adorar praticar o seu esporte, mas não achava que havia se sentido assim a respeito do tênis.

4.2.5. Toda a pressão sofrida, o julgamento e demonstração de amor e afeto do pai sempre dependentes dos bons resultados na quadra, moldaram em John McEnroe um mindset fixo.

4.2.6. Para ele, o talento passou a ser tudo, não gostava de aprender, nem de praticar. Não progredia com os desafios e quando as coisas ficavam difíceis, ele geralmente se entregava e desistia.

4.2.7. Tinha tanto talento que permaneceu em primeiro lugar entre os tenistas de todo o mundo durante quatro anos, mas, como ele mesmo admite, nunca desenvolveu todo seu potencial.

4.2.8. Sua maneira preferida de restabelecer sua autoestima depois de um fracasso era atribuir a culpa a alguém ou arranjar uma desculpa.

4.2.9. Certa vez, perdeu uma partida porque estava com febre. Outra, porque teve dor nas costas. Uma ocasião foi vítima das expectativas; outra, dos tabloides. Uma vez perdeu um jogo contra um amigo porque este estava apaixonado e ele não; outra, porque se alimentou muito perto da hora do jogo. Em um momento estava gordo demais, em outro, magro. Numa partida, fazia muito frio; em outra, estava demasiado quente. Em uma ocasião estava fora de forma; na seguinte, tinha treinado demais.

4.2.10. Sua derrota mais amarga foi a que ocorreu em 1984, no Torneio Aberto da França. McEnroe perdeu o jogo mesmo estando com vantagem de dois sets a zero. Segundo o tenista, a culpa não foi dele. Um cinegrafista da NBC havia retirado o fone de ouvido e um ruído começara a surgir do lado da quadra.

4.2.11. Como, aos seus olhos, nunca era o culpado por nenhuma de suas derrotas, jamais tentou melhorar sua capacidade de concentração ou seu controle emocional, o que, certamente, o tornaria um jogador ainda mais excepcional.

4.2.12. E sua mentalidade fixa não aparecia apenas no esporte. Em 1981, John comprou uma bela guitarra preta Les Paul. Naquela semana, foi assistir a Buddy Guy tocar na Checkerboard Lounge, em Chicago. Em vez de se sentir inspirado para ter aulas ou praticar, voltou para casa e quebrou a guitarra em mil pedaços.

4.2.13. Em 1979, em um jogo de duplas mistas, teve seu saque quebrado duas vezes, algo que não aconteceu com nenhum dos outros tenistas. Para ele essa foi a vergonha final.

4.2.14. Após o jogo, John McEnroe declarou: “Chega. Não vou jogar mais. Não suporto isso”.

5. Habilidades e Técnicas para o SUCESSO

5.1. Sua principal habilidade é ser capaz de migrar* de uma mentalidade fixa para uma de crescimento sempre que identifica possuir o mindset errado em uma determinada área.

5.2. Apesar de parecer uma tarefa simples, nem sempre é fácil ser capaz de identificar uma crença que reforce um padrão de pensamento fixo e engessado, como por exemplo não querendo conversar sobre seu relacionamento com seu cônjuge por achar que ele(a) é de uma determinada maneira e não irá mudar ou se recusando a oferecer suporte e apoio a um funcionário por reprovar a maneira como se portou ou realizou algo.

5.3. *Uma sugestão de técnica para modificar uma mentalidade fixa será abordada em outra parte desta análise.

6. CRENÇAS FORTALECEDORAS

6.1. O resultado vem do esforço e não do talento.

6.2. Você pode conseguir qualquer coisa, desde que estude e pratique o suficiente.

6.3. O sucesso é resultado do esforço e do trabalho intenso.

6.4. Posso ser especial sem precisar tentar ser melhor que os outros.

6.5. O esforço é o caminho para a excelência.

6.6. O que me define não é meu sucesso, mas o quanto aprendi durante a jornada.

6.7. Sairei mais forte de cada desafio.

7. FRASES PODEROSAS

7.1. “A opinião que você adota a respeito de si mesmo afeta profundamente a maneira pela qual leva sua vida”. (Carol Dweck)

7.2. “Tornar-se é melhor do que ser”. (Carol Dweck)

7.3. “Eu posso aceitar o fracasso. Todo mundo falha em alguma coisa. Mas eu não posso aceitar não tentar”. (Michael Jordan)

7.4. “Você é aquilo que acredita ser”. (Provérbio 23:7)

7.5. “Nem sempre as pessoas que começam a vida como as mais inteligentes acabam sendo as mais inteligentes”. (Alfred Binet)

7.6. “Ninguém pode ser considerado fracassado enquanto não começar a culpar os outros”. (John Wooden)

7.7. “Quem quer fazer alguma coisa encontra um meio, quem não quer fazer nada encontra uma desculpa”. (Ditado Popular

8. O QUE EU APRENDI?

8.1. Com os conceitos presentes no livro, aprendi que a maneira como interpreto uma situação é totalmente responsável pelo resultado que vou obter e pelo empenho que irei empregar para obter esse resultado.

8.2. Me considerar em constante evolução me movimenta em direção à conquista, enquanto me considerar com uma “obra acabada” e imutável, me leva à paralisação e a frustração.

8.3. Acreditar que sou capaz de melhorar e me desenvolver me empodera e motiva, enquanto ter a crença de que tudo é imutável e definitivo me faz desistir de tudo um que eu não for bem-sucedido da primeira vez.

8.4. A implementação de técnicas que incentivem a mentalidade de crescimento pode trazer resultados significativos em diferentes áreas:

8.5. Na educação, os professores podem melhorar os resultados da aprendizagem, incentivando o desenvolvimento de uma mentalidade construtiva entre os alunos.

8.6. Nos esportes, os treinadores podem melhorar o desempenho da equipe, visto que os grupos, assim como os indivíduos, têm mentalidades, eles podem buscar abordar não apenas disposições individuais, mas também a mentalidade coletiva de toda a equipe.

8.7. Nas empresas, os gerentes também podem buscar melhorar o desempenho dos funcionários, fornecendo feedback sobre esforço ao invés de colocar seu foco em possíveis habilidades naturais para que os funcionários entendam que a dedicação e o trabalho árduo são valorizados. Podem também promover a aquisição de novas competências e o desenvolvimento contínuo das existentes, bem como encorajar o diálogo aberto sobre os obstáculos e as estratégias utilizadas para ultrapassá-los.

8.8. Nas mudanças de comportamento, pesquisas preliminares sugerem que uma mentalidade construtiva pode aumentar a eficácia dos programas de mudança de comportamento. As intervenções destinadas a promover essa mentalidade têm sido aplicadas com sucesso na redução do estresse, ganho de peso e comportamento agressivo.

8.9. Nos relacionamentos – tanto entre casais, quanto entre pais e filhos, os indivíduos podem perdoar um ao outro e abandonar a amargura, evitar o jogo da culpa, tentar entender as diferenças um do outro, reconhecer que o conflito é natural e pode levar a um maior entendimento e, em vez disso, elogiar o esforço da outra pessoa ao invés de focar apenas em resultados.

9. MENSAGEM PRINCIPAL

9.1. Existem dois tipos de mentalidade.

9.1.1. Pessoas com uma mentalidade fixa acreditam que sua inteligência e habilidades são inatas e não podem ser alteradas ou aprimoradas. Elas concluem que seu potencial é fixo, pré-definido, e que o sucesso depende da habilidade ou talento naturais.

9.1.2. Em contraste, pessoas com uma mentalidade de crescimento acreditam que sua inteligência pode mudar. Elas não colocam limites em seu potencial e estão convencidas de que, com tempo e esforço suficientes, podem continuar aprendendo e desenvolvendo suas habilidades e aptidões.

9.2. O estudo de Dweck e, consequentemente, seu livro, procuram desafiar as crenças limitantes que são impostas pelo “Mindset Fixo”. Os verdadeiros limites de uma pessoa são, na verdade, difíceis de serem estabelecidos ou medidos. Tudo acontece em torno do grau de importância que a pessoa dá para vencer os desafios e o quanto se esforça e se prepara para isso.

9.3. TABELA COMPARATIVA

9.3.1. Quer provar que...

9.3.1.1. FIXO: É especial e superior aos outros

9.3.1.2. CRESCIMENTO: Pode ser especial sem precisar ser melhor que ninguém

10. FRAMEWORKS ÚTEIS

10.1. Carol comenta que além da mudança para uma mentalidade de crescimento, é preciso pensar em planos concretos. Esses planos — planos que você é capaz de visualizar — levam a níveis realmente muito elevados de acompanhamento, o que, naturalmente, aumenta a possibilidade de êxito.

10.2. Assim, a ideia não é somente fazer um plano de mindset de crescimento, mas também visualizar, de maneira concreta, como irá executá-lo.

10.3. Sua sugestão no livro é pensar em alguma coisa que você precise fazer, algo que queira aprender, ou um problema que tenha de enfrentar, se perguntar “O que é?” e como vai fazer para tornar esse plano mais concreto. Quando executará o plano? Onde o fará? Como fará?

10.4. A orientação de Carol me remeteu a uma ferramenta de análise bastante popular chamada 5W2H.

10.5. Essa é uma técnica para a investigação de como montar um plano de ação para um determinado objetivo, buscando analisá-lo por diferentes pontos de vista.

10.6. A sigla é formada pelas iniciais, em inglês, das sete diretrizes que, quando bem estabelecidas, eliminam quaisquer dúvidas que possam aparecer ao longo de um processo ou de uma atividade.

10.7. Os 5W

10.7.1. What (O que será feito?)

10.7.2. Why (Por que será feito?)

10.7.3. Where (Onde será feito?)

10.7.4. When (Quando será feito?)

10.7.5. Who (Por quem será feito? Precisará de ajuda?)

10.8. Os 2H

10.8.1. How (Como será feito?)

10.8.2. How Much (Quanto custa?)

10.9. Ao responder todas as sete perguntas, você passa a ter um mapa de necessidades e atividades a serem realizadas para que o objetivo que você tem em mente efetivamente se realize.

11. AÇÕES QUE IREI TOMAR

11.1. Passos para uma atitude mental de crescimento:

11.2. PASSO 1 – Concentrar os elogios no processo e não no talento.

11.2.1. (Elogiar esforço, estratégias e processos utilizados)

11.3. PASSO 2 – Tratar erros ou falhas como oportunidade para aprender e evoluir.

11.3.1. (Interpretar com algo positivo e não como algo ruim e que deve ser evitado)

11.4. PASSO 3 – Estabelecer metas elevadas.

11.4.1. (Focando na evolução e não unicamente no resultado)

12. O QUE APRENDI SOBRE MIM e COMO APRENDO?

12.1. Como a autora defende (e a simples observação confirma) quando falamos sobre seres humanos, nada é 0 ou 100%. Trafegamos em uma zona cinzenta hora de um lado, hora de outro e hora no meio.

12.2. E na teoria dos dois tipos de mentalidade essa realidade se confirma mais uma vez.

12.3. Percebi que existem áreas em minha vida que as encaro com uma mentalidade fixa e outras com uma mentalidade de crescimento.

12.4. Encarar uma área como fixa, perene e não transformável impacta diretamente qualquer tipo de aprendizado sobre o assunto já que essa interpretação cria uma percepção de que não há motivo para buscar melhorar em algo que é fixo, predeterminado e, por consequência, não pode ser melhorado.

12.5. Essa percepção (mesmo que algumas vezes quase inconsciente) impacta diretamente a motivação e abre espaço para a procrastinação.

12.6. Pensando de forma prática, uma estratégia que pretendo implementar é analisar, em momentos que me sentir pouco propenso a me dedicar a algo que esteja estudando ou estiver procrastinando, qual minha mentalidade em relação a aquele tema para entender se o motivo da falta de ação é uma mentalidade fixa sobre o assunto.

12.7. E se for esse o caso, desafiar tal percepção buscando estabelecer um mindset de crescimento.

13. EXERCÍCIOS E AÇÃO

13.1. Exercício para mudança de mentalidade fixa:

13.1.1. 1) Abrace seu mindset fixo.

13.1.1.1. Comece aceitando o fato de que todos nós temos um pouco de mindset fixo. Somos uma mistura de mindset fixo e de crescimento e precisamos reconhecer isso. Aceitar esse fato não é uma vergonha. Se tornar consciente de que tem uma mentalidade fixa em algumas áreas vai ajudar você a lidar melhor com ela quando se manifestar.

13.1.2. 2) Descubra quais são os “gatilhos” que desencadeiam o mindset fixo em você.

13.1.2.1. Isso pode acontecer quando você pensa em assumir um novo e grande desafio, uma crença limitante, autocobrança excessiva, perfeccionismo, falta de habilidade ou competência para lidar com uma certa situação, medo, estar sob pressão, preguiça, recebeu uma crítica, conheceu alguém que é muito melhor do que você, teve um desentendimento.

13.1.2.2. Pense sobre o que aconteceu para que você convocasse sua persona com mindset fixo? O que essa parte de você sussurrou em sua cabeça e como isso o fez sentir?

13.1.2.3. Quando você começar a entender seus gatilhos e conhecer sua persona, não a julgue. Apenas observe-a.

13.1.3. 3) Dê um nome para sua “persona” com mindset fixo.

13.1.3.1. Pare um momento para pensar cuidadosamente sobre sua persona com mindset fixo. Ela é parte de você, mas não é sua parte principal, por isso, imagine que ela é uma pessoa diferente de você e defina um nome para ela. Sua escolha pode ser em alusão a alguém em sua vida, um personagem de livro ou filme, você pode dar um apelido. Talvez você possa dar um nome de que não goste, para te lembrar que ela não é a pessoa que você quer ser.

13.1.4. 4) Eduque a sua “persona”.

13.1.4.1. Quando perceber que a sua “persona” está aparecendo, não a reprima ou expulse. Apenas deixe-a se pronunciar. Lembre-se de que sua persona de mindset fixo nasceu para protegê-lo e mantê-lo em segurança. Mas desenvolve umas formas muito limitantes de fazer isso. Então, eduque-a nas novas formas do mindset de crescimento que você gostaria de usar daqui para frente.

13.1.4.2. Para educar sua persona é preciso primeiro entender seu ponto de vista:

13.1.4.3. No que ela acredita?

13.1.4.4. Qual sua verdadeira intenção agindo com uma mentalidade fixa?

13.1.4.5. O que ela está tentando conseguir?

13.1.4.6. Do que ela está tentando proteger você?

13.1.4.7. Depois de certificar-se que entendeu o ponto de vista de sua persona, lentamente ensine-a uma maneira diferente de pensar, e leve-a com você em sua jornada para o mindset de crescimento.

13.2. > Resumo do exercício.

13.2.1. Comece com a aceitação de que todos temos os dois mindsets.

13.2.2. Em seguida aprenda a reconhecer quais são os gatilhos que dispara seu mindset fixo.Fracassos? Críticas? Prazos? Desentendimentos?

13.2.3. Entenda o que lhe acontece quando sua persona com mindset fixo é desencadeada.

13.2.4. Quem é essa persona? Qual é o seu nome? O que ela nos faz pensar, sentir e fazer?

13.2.5. Como afeta aquelas que estão ao nosso redor?

13.2.6. Aprenda gradualmente a permanecer num mindset de crescimento educando sua persona e convidando-a a se juntar a você em sua jornada para este mindset.

13.2.7. Idealmente, aprenda cada vez mais sobre como também contribuir com os outros em sua jornada.