Administração da Igreja

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Administração da Igreja by Mind Map: Administração da Igreja

1. Pessoa Jurídica

1.1. A Igreja é essencialmente separada do Estado por causa do seu caráter espiritual. Ferreira, Ebenézer Soares p.81 - Manual do obreiro e da igreja

1.2. Embora se aceite que a regra de prática e fé é o Novo Testamento, a maioria das igrejas evangélicas sabem que estão sujeitas às leis do pais onde se encontram. De acordo com as leis brasileiras, todas as entidades religiosas, para poderem exercer suas atividades, são obrigadas a tornarem-se pessoa jurídica, a fim de que sejam reconhecidas pela lei e tenham sua existência legal. (Guerreiro, Jaziel p.209)

1.3. Para o ordenamento jurídico brasileiro, a Igreja - Organização Religiosa - de qualquer confissão de fé, é pessoa jurídica de direito privado, como disciplinado no Código Civil brasileiro. (Garcia, Instituto Jetro)

1.4. Não obstante aceitarem os batistas que sua regra de fé e prática é o Novo Testamento, reconhecem, no entanto, que estão sujeitos às leis do país. De acordo com a lei, todas as entidades religiosas, para poderem exercer suas atividades, são obrigadas a se tornar pessoa jurídica, a fim de que sejam reconhecidas pela lei e tenham sua existência legal. (Ferreira, Ebenézer Soares p.189 - Manual do obreiro e da igreja)

1.5. No limiar entre esses dois setores, há aquele que se compõe de pessoas que, sem integrar o estado, almejam atividades sociais ou solidárias sem desejar o lucro, ou seja, sem fins econômicos. Esse é chamado terceiro setor e integram essa classe as associações civis, bem como as fundações, ou seja, as organizações não governamentais (ONGs) (Bocchi, Olsen Henrique p.14 - O terceiro setor)

2. Negócio da igreja

2.1. As igrejas eram organizadas segundo os princípios que encontram expostos no Novo Testamento. Elas foram organizadas para funcionarem como agencias do reino de Deus. (Ferreira, Ebenézer Soares, p.34 - Manual da Igreja e do obreiro)

2.1.1. VII. REINO DE DEUS O reino de Deus é o domínio soberano e universal de Deus e é eterno. É também o domínio de Deus no coração dos homens que, voluntariamente, a ele se submetem pela fé, aceitando-o como Senhor e Rei. E, assim, o reino invisível nos corações regenerados, que opera no mundo e se manifesta pelo testemunho dos seus súditos. A consumação do reino ocorrerá com a volta de Jesus Cristo, em data que só Deus conhece, quando o mal será completamente vencido e surgirão o novo céu e a nova terra para a eterna habitação dos remidos com Deus (Ferreira, Ebenézer Soares p.170 - Manual do obreiro e da igreja)

2.2. Negócio.

2.2.1. O primeiro passo para dar início ao processo estratégico é entender o negócio da empresa ou organização. (Vanin, Jorge Alexandre p.52 - Administração estratégica)

2.2.1.1. De acordo com Fernandes e Berton: Negócio pode se definido como a grande arena onde uma organização compete ou, de forma mais ampla atua. Olhar o conjunto de empresas que atendem um mesmo grupo de clientes visando satisfazer as necessidades semelhantes desses clientes, com base em tecnologias não muito distintas, pode ser uma pista para se atender o que é um negócio. (Vanin, Jorge Alexandre p.53 - Administração estratégica - citando (Fernandes; Berton, p.20-22))

2.2.1.2. A definição de negócio sinalizará as principais atividades a serem desenvolvidas pela organização ou empresa. As atividades centrais ou principais recebem mais atenção e são denominadas na terminologia da língua inglesa de core busines, cuja tradução significa negócio central. (Vanin, Jorge Alexandre p.53 - Administração estratégica)

2.2.2. Fernandes e Berton (207, p.31) afirmam que a análise do ambiente constitui uma das principais etapas da administração estratégica, já que seu monitoramento pode identificar riscos e oportunidades para a empresa. (Vanin, Jorge Alexandre p.54 - Administração estratégica)

2.2.3. A análise da organização "diz respeito aos fatores internos da empresa e consiste em avaliar as qualidades e deficiências ou seja, os pontos fortes e fracos determinados com relação à posição atual de seus produtos perante o seu mercado de atuação." (Vanin, Jorge Alexandre p.58 - Administração estratégica)

2.2.3.1. Análise SWOT

2.2.3.1.1. A sigla SWOT é formada pela primeira letra das palavras em inglês: strengths, weaknesses, opportunities e threats. Em português , a sigla SWOT transformou-se em Fofa, cuja sigla é a junção da letras iniciais das palavras: fortalezas (strengths), oportunidades (opportunities), fraquezas (weaknesses) e ameaças (threats). Essa ferramenta supõe que, para o sucesso de uma organização, é preciso que se conheça com clareza as suas oportunidades, possíveis ameaças, fortalezas e fraquezas a fim de estabelecer estratégias específicas para superar ameaças e fraquezas e para utilizar de forma sábia as oportunidades e fortalezas. O exercício consiste em analisar a empresa do ponto de vista interno e externo. É imprescindível, para isso, que conheçamos o negócio. (Scatena, Maria Inês Caserta p.120 - Ferramentas para a moderna gestão empresarial: teoria, implementação e prática)

2.3. Ao iniciar o estudo de qualquer organização, o ponto de partida será sempre identificar e explicitar seu objetivo. Nem sempre é fácil a identificação precisa do objetivo. Às vezes, o objetivo real pode não ser exatamente aquele que é oficialmente definido. É preciso saber qual é a razão de ser da organização, isto é, por que ela existe. (Lacombe, Francisco p.26 - ADMINISTRAÇÃO:princípios e tendências)

2.3.1. Organização é um grupo de pessoas que se constitui de forma organizada para atingir objetivos comuns. Incluem-se nesta definição empresas, universidades, hospitais, escolas, creches, associações culturais, partidos políticos, sindicatos, clubes, condomínios, coope- rativas, famílias, organizações não governamentais, associações de classes profissionais, corporações militares, associações de moradores de bairro, entre outros. (Lacombe, Francisco p.15 - ADMINISTRAÇÃO:princípios e tendências)

2.3.2. Uma vez definido e explicitado o objetivo real da organização, devemos procurar identificar quais as atividades que nela são realizadas e, paralelamente, verificar de que forma elas contribuem para alcançar os objetivos. (Lacombe, Francisco p.28 - ADMINISTRAÇÃO:princípios e tendências)

3. Gestão

3.1. Passou a significar a interferência direta e ampla nos sistemas e procedimentos organizacionais. (Montosa, Instituto Jetro)

3.1.1. Neste sentido, gestão poderia ser definida como o gerenciamento do conjunto de ações e estratégias nas organizações, de maneira ampla, visando atingir seus objetivos. (Montosa, Instituto Jetro)

3.2. Costa (2007, p.35) define gestão estratégica como sendo o processo sistemático planejado, gerenciado, executado e acompanhado sob a liderança da alta administração da empresa, envolvendo e comprometendo todos os gerentes e colaboradores da organização. Segundo o referido autor, a finalidade da gestão estratégica visa a assegurar o crescimento, a continuidade e a sobrevivência da instituição por meio da adaptação contínua de sua estratégia, de sua capacitação e de sua estrutura, possibilitando-lhe enfrentar as mudanças observadas ou previsíveis no seu ambiente externo ou interno, antecipando-se a elas. (Vanin, Jorge Alexandre p.16 - Administração estratégica)

3.2.1. Oliveira (2007, p.25), considera cinco grandes partes interdependentes e interagentes... (Vanin, Jorge Alexandre p.41 - Administração estratégica)

3.2.1.1. Planejamento estratégico - melhor direção a ser seguida.

3.2.1.2. Organização estratégica - consiste na melhor utilização dos recursos.

3.2.1.3. Direção estratégica - Busca obter os melhores resultados.

3.2.1.4. Controle estratégico - acompanhamento e avaliação permanente dos resultados.

3.2.1.5. Desenvolvimento estratégico - refere-se à mudança planejada no contexto e engajamento da cultura organizacional da empresa.

3.3. Administração é a tomada de decisão sobre recursos disponíveis, trabalhando com e através de pessoas para atingir metas e objetivos. É o gerenciamento de uma organização, levando em conta as informações fornecidas por outros colaboradores e também pensando previamente as conseqüências de suas decisões. É também a ciência social que estuda e sistematiza as práticas usadas para administrar. (Franzatto, Instituto Jetro)

3.4. Chamam-se assembleias reuniões em que os crentes deliberam a respeito de seus trabalhos. As assembleias podem ser regulares e extraordinárias. Regulares são aquelas que se realizam nos dias já estabelecidos com antecedência, e extraordinárias. aquelas que se realizam conforme necessidades circunstanciais, para tratar de algum assunto que, pela sua urgência, não pode esperar até a assembleia regular. (Ferreira, Ebenézer Soares p.125 - Manual do obreiro e da igreja)

3.5. Administração, em sua conceituação tradicional, é definida como um conjunto de princípios e normas que tem por objetivo planejar, organizar, dirigir, coordenar e contro- lar os esforços de um grupo de indivíduos que se associam para atingir um resultado comum. (Lacombe, Francisco p.53 - ADMINISTRAÇÃO:princípios e tendências)

3.5.1. Fundamentalmente, existem quatro competências básicas para uma boa gestão, a saber: planejamento, organização, direção e controle. (Coltro, Alex p.21 - TGA)

3.5.1.1. É muito difícil ou praticamente impossível organizar, dirigir controlar e manter o desenvolvimento e crescimento de qualquer empresa sem que tenhamos desenvolvido inicialmente um pensamento sobre seu planejamento. (Vanin, José Alexandre p.25 - Administração estratégica)

3.5.1.2. Considerando o que foi visto, podemos partir para uma definição abrangente de administrar: planejar, organizar, liderar, coordenar e controlar as atividades de uma unidade organizacional, empresa ou grupo de empresas, diagnosticando suas deficiências e identificando seus aspectos positivos; estabelecendo metas, planos e programas para sanar as deficiências e expandir e desenvolver os aspectos positivos; tomando, den- tro do seu âmbito, as decisões e providências necessárias para transformar em ações e realidade esses planos e programas, bem como controlando os seus resultados, no intuito do cumprimento das metas estabelecida (Lacombe, Francisco p.54 - ADMINISTRAÇÃO:princípios e tendências)

3.5.1.3. Os princípios da Administração (planejar, organizar, dirigir e controlar) são realizados por intermédio das suas principais funções administrativas: fixar objetivos e metas; analisar e conhecer os problemas; solucionar os problemas; organizar e alocar os recursos, tanto financeiros, quanto tecnológicos e humanos; liderar comunicando, dirigindo e motivando as pessoas; negociar; tomar decisões; controlar mensurando e avaliando. (Franzatto, Instituto Jetro)

3.5.1.3.1. Planejar: pensar antecipadamente o que se deseja alcançar e determinar os meios e recursos para concretizar esse desejo. Isso inclui coletar informações e diagnosti- car a situação; estabelecer objetivos e metas; estabelecer políticas e procedimentos, de acordo com os objetivos, para orientar as decisões; elaborar e implantar planos, programas e projetos para alcançar as metas e montar seus respectivos cronogra- mas para acompanhar sua execução. Manter-se sempre informado de modo a atualizar permanentemente o diagnóstico.

3.5.1.3.2. Organizar: processo de identificar, dividir e alocar o trabalho. Isso abrange identificar, dividir e agrupar o trabalho a ser realizado; definir responsabilidades e au- toridades e estabelecer as relações entre os grupos de modo a possibilitar que as pessoas trabalhem eficazmente para atingir os objetivos.

3.5.1.3.3. Prover recursos humanos: formar uma equipe competente, integrada e motivada, disposta a agir para o conjunto. Isso inclui saber recrutar, selecionar e treinar as pessoas certas capazes de assumir responsabilidades para atingir os objetivos. Inclui ainda a avaliação dessas pessoas e o esforço para manter alto o moral do grupo, de modo a ter sempre as pessoas certas nos lugares certos.

3.5.1.3.4. Liderar: conduzir um grupo, influenciando seu comportamento, para atingir ob- jetivos e metas de interesse comum do grupo, de acordo com uma visão do futurobaseada num conjunto coerente de ideias e princípios. O líder empresarial deve ser capaz de alcançar objetivos por meio dos liderados e, para isso, conforme o tipo de liderado e a ocasião, age de diferentes maneiras: ordena, comanda, motiva, per- suade, compartilha dificuldades e ações, ou delega e cobra resultados, alterando a forma de agir conforme a necessidade de cada momento e o tipo de liderado, vi- sando a alcançar os objetivos da empresa.

3.5.1.3.5. Coordenar: cooperar com todas as demais unidades da organização para que as atividades sejam executadas de forma balanceada (equilibrada, isto é, na quan- tidade correta); sincronizada (isto é, no momento certo); e integrada (isto é, na direção certa).30

3.5.1.3.6. Controlar: assegurar que as atividades da organização levam-na em direção aos ob- jetivos. Isto envolve medir o desempenho, compará-lo com o desejado e tomar as medidas corretivas necessárias.

3.5.1.3.7. (Lacombe, Francisco p.54,55 - ADMINISTRAÇÃO:princípios e tendências)

3.6. PDCA (Seleme, Robson p.28,29 - Controle da qualidade: as ferramentas essenciais)

3.6.1. Plan - planejar - É utilizado para se definirem os objetivos a serem alcançados na manutenção ou melhoria dos métodos e dos processos que servirão para se atingirem as metas propostas.

3.6.2. Do - fazer, executar - É a realização da educação e dos treinamentos necessários à execução das atividades que servirão para se atingirem os objetivos e efetivamente a execução das atividades que compõe os processos e a realização da manutenção e das medições da qualidade

3.6.3. Check - verificar - É a averiguação dos resultados das atividades executadas, comparando-se as medições realizadas com os objetivos estabelecidos. Procede-se portanto a análise em direção à melhoria.

3.6.4. Action - agir - Em função da análise anterior, essa parte compreende a realização das correções dos desvios apresentados em relação aos objetivos e a eliminação de problemas de acordo com os parâmetros já definidos ou, se necessário, com o novos padrões estabelecidos.

3.7. 5W2H (Seleme, Robson p.42 - Controle da qualidade: as ferramentas essenciais)

3.7.1. What, Who, Where, When, Why, How, How much.

3.7.2. A utilização de tal ferramenta permite que um processo em execução seja dividido em etapas, estruturadas a partir das perguntas, com o intuito de serem encontradas as falhas que impedem o término adequado do processo. O resultado de sua aplicação não é a indicação clara das falhas, mas sim sua exposição para uma análise mais acurada.

4. Visão e Missão

4.1. Visão

4.1.1. A visão procura descrever o que a organização quer no futuro, já a missão resulta de uma reflexão sobre a razão da sua existência. (Vanin, Jorge Alexandre p.60 - Administração estratégica)

4.1.2. A nova igreja precisa ter a visão de expandir-se. (Guerreiro, Jaziel p.115)

4.1.3. A visão dever ser definida de forma simples, objetiva, abrangente e que seja compreensível para todos de forma que seja útil e funcional para os envolvidos com a organização. (Vanin, Jorge Alexandre p.61 - Administração estratégica)

4.2. Missão

4.2.1. Qualquer entidade quando se organiza, se propõe a realizar um trabalho, uma tarefa, um objetivo. (Ferreira, Ebenézer Soares p.34 - Manual do obreiro e da igreja)

4.2.2. A igreja de Cristo, como organismo espiritual, realiza funções básicas que lhe dão vitalidade. Essa vitalidade espiritual surge em decorrência das funções basilares e essenciais que ela executa, tais como adoração, evangelização, educação e ação beneficente, esta expressa, principalmente no serviço social. (Ferreira, Ebenézer Soares p.34 - Manual do obreiro e da igreja)

4.2.3. Como decorrência do culto verdadeiro, a missão precípua da igreja é evagelizar. A evangelização é poderosa. É objetiva. É dinâmica. O sucesso das igrejas repousa no seu ardor evangelístico, no seu testemunho, na divulgação das boas novas. À igreja compete evanvelizar o mundo. Jesus ordenou: (Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mt 28.19.20) (Ferreira, Ebenézer Soares p.35 - Manual do obreiro e da igreja)

5. Pessoas

5.1. Toda a obra de Cristo foi por causa de pessoas e sua continuidade é através de pessoas. (Montosa, Instituto Jetro)

5.2. A forma como vemos os membros da igreja determina o nosso estilo de liderança que pode variar de participativo de um lado a autoritário no outro extremo. (Montosa, Instituto Jetro)

5.3. (Para a organização de uma igreja) Deverá haver pessoas preparadas para as funções de liderança, tais como vice-presidentes, tesoureiros, secretários, líderes dos departamentos, diáconos, etc. (Guerreiro, Jaziel p. 114) Aqui Guerreiro cita os principais papéis existentes na gestão da igreja. (comentário próprio)

5.3.1. Art. 13 - A administração dos negócios e do patrimônio da igreja será exercida por uma diretoria composta da seguinte forma: a) Um presidente que poderá ser o Pastor da igreja. b) Primeiro e segundo vice-presidentes. c) Primeiro, segundo e terceiro secretários. d) Primeiro, segundo e terceiro tesoureiros. Art. 18 - São deveres e atribuições do primeiro secretário: a) redigir e assinar todas as atas das sessões da igreja. b) Organizar a correspondência da igreja. c) Assinar a correspondência da igreja, d) Escriturar e manter em dia o rol de membros da igreja. Art. 20 São deveres e atribuições do primeiro tesoureiro: a) Receber os valores da igreja. b) Escriturar o livro da tesouraria da igreja. c) Efetuar os pagamentos autorizados pela igreja. d) Apresentar o relatório da Tesouraria na Assembleia, mediante apresentação de balancete, extrato bancário e saldo porventura em seu poder. e) Abrir, movimentar e encerrar depósitos, e contas correntes em estabelecimento de crédito, juntamente com o Presidente mediante aprovação da igreja. f) Assinar como o Presidente escrituras de compra e venda, hipotecas e cessões, contratos, sempre mediante autorização da igreja. (Guerreiro, Jaziel p,213)

5.3.2. Assim como nas organizações seculares a igreja conta com pessoas-chave para que os princípios administrativos sejam cumpridos, podemos destacar as secretárias, os tesoureiros e os líderes de ministérios. (Franzatto, Instituto Jetro)

5.3.2.1. PAPEL DO TESOUREIRO: · Elaborar Orçamento; · Incentivar os membros à Contribuição (isto não é tarefa somente do líder); · Planejar, provisionar (separar para) e realizar Investimentos; · Buscar oportunidades com parcerias que possibilitem o Ministério alcançar suas metas com custos subsidiados (patrocínio); · Acompanhar distorções nas entradas que possam trazer algum risco aos propósitos do Ministério e agir preventivamente; · Estar atendo às mudanças na Legislação que envolve os Ministérios. (Franzatto, Instituto Jetro) === 1. Receber o dinheiro vindo das várias fontes, distribuindo-o entre os diversos fins, de acordo com o estipulado pela igreja. 2. Liderar a elaboração do plano financeiro da igreja. 3. Ter sempre em mãos o material para fornecer aos novos membros da igreja: cartões e envelopes de contribuição, a fim de incentivá-los à contribuição. 4. Liderar campanhas de mordomaria lançadas pela igreja. 5. Manter os livros da tesouraria sempre em ordem. 6. Fornecer, a quem solicitar, a Declaração de Contribuições, para fins de Imposto de Renda. 7. Depositar nos bancos o dinheiro de dízimos e ofertas. 8. Assinar cheques com o pastor ou outra pessoa nomeada para isso pela igreja. (Ferreira, Ebenézer Soares p.122 - Manual do obreiro e da igreja)

5.3.2.2. PAPEL DA SECRETÁRIA: · Divulgação da visão, missão e valores do ministério, os objetivos para o ano ou outras informações que o líder deseja que seus membros tenham conhecimento; · Incentivar os membros à participação de um determinado culto ou evento; · Enviar mensagens curtas de incentivo e apoio aos membros; · Engajar os membros em programas, projetos e atividades no Ministério, através do incentivo e observação do potencial de cada um; · Utilizar a comunicação a fim de reforçar a cultura do Ministério nos membros; · Assessorar na logística dos cultos. (Franzatto, Instituto Jetro) === 1 . Redigir as atas das sessões da igreja sessões regulares, extraordinárias e solenes - e passá-las para o livro competente. 2. Expedir toda a correspondência da igreja (cartas de transferência, convites etc). 3. Trazer sempre em dia o movimento estatístico da igreja. 4. Zelar pelo fichário da igreja, cuidando para que todas as informações sobre cada membro esteja em dia. 5. Caso não haja na igreja urna comisso de assistência ao decididos, cumprimentar, cordialmente, todas as pessoas que se manifestarem nos apelos, anotando-lhes o nome, idade, endereço etc. 6. Ainda nesse caso, lidar diplomaticamente com todos os decididos, bem como com os visitantes, caso não haja urna comissão especialmente nomeada para isso. (Ferreira, Ebenézer Soares p.120 - Manual do obreiro e da igreja)

5.4. Em primeiro lugar, as organizações precisam das pessoas e as pessoas precisam das organizações. As organizações procuram alcançar resultados e as pessoas buscam alcançar objetivos. (Kops, Lúcia Maria, p.16 - Gestão de pessoas)

5.4.1. As políticas de gestão de pessoas são formulações com base no pensamento estratégico e na cultura da organização e têm como objetivo guiar a função GP (Gestão de Pessoas) dentro das organizações. As políticas ajudam na gestão das atividades dos colaboradores, guiando as ações e buscando alcançar o objetivo das organizações. (Kops, Lúcia Maria, p.39 - Gestão de pessoas)

5.4.2. Chiavenato (1999, p. 153-155) salienta que as políticas de gestão de pessoas referem-se à maneira como a organização pretende lidar com seus colaboradores e, por intermédio deles, atingir os objetivos organizacionais, permitindo condições para o alcance dos objetivos individuais. (Kops, Lúcia Maria, p.40 - Gestão de pessoas)

5.4.3. UMA NOVA FILOSOFIA DE AÇÃO - Não mais administrar recursos nem administrar pessoas mas, sim, administrar com as pessoas... Administrar com as pessoas envolve relação de comprometimento e parceria. Com essa visão as pessoas em todos os níveis da organização são consideradas parceiros que conduzem os negócios da empresa, utilizam a informação disponível, desenvolvem e aplicam suas competências e tomam decisões adequadas para garantir os resultados. (Kops, Lúcia Maria, p.97 - Gestão de pessoas - citando Chiavenato)

6. Treinamento e Desenvolvimento

6.1. A mensagem é a parte central do culto. (Ferreira, Ebenézer Soares p.72 - Manual do obreiro e da igreja)

6.2. A obra da educação, do ensino, é também um atestado eloquente do poder de nossas vidas salvas. Temos que ensinar ao povo, educá-lo, doutriná-lo e prepará-lo intelectual e moralmente para ser responsável pelo desenvolvimento da pátria como bons cidadãos. (Ferreira, Ebenézer Soares p.36 - Manual do obreiro e da igreja)

6.3. Igrejas há que tanto se desenvolveram que chegaram ao ponto de ser necessário distribuir responsabilidades entre o ministério pastoral e os ministérios paralelos. Assim é que algumas delas já contam com a atuação de um ministro de educação religiosa e de um ministro de música sacra. e O ministério de educação religiosa é relativamente novo nas igrejas batistas do Brasil. Aos poucos, ele vai conquistando a visão de nossas igrejas. Sua necessidade se faz sentir pelo desenvolvimento da obra de educação religiosa que, alcançando espaço definido, passa a requerer pessoas qualificadas que possam se envolver no trabalho de estruturar, coordenar, planejar e levar à execução o programa de educação crista na igreja. O ministro de educação religiosa deve ser uma pessoa que tenha relativo conhecimento de educação em gera!, e, principalmente, de educação religiosa. Deve, principalmente, ter amor ao ensino. Deve estar sempre buscando se atualizar em assuntos relativos à educação e, essencialmente, em relação à educação religiosa. (Ferreira, Ebenézer Soares p.112 - Manual do obreiro e da igreja)

6.4. Principais responsabilidades do ministro de educação religiosa: 1 . Trabalhar junto ao Departamento de Educação Religiosa. 2. Recrutar pessoas que tenham vocação e capacidade para ensinar. 3. Promover o treinamento e reciclagem dos professores. 4. Formar liderança nova. 5. Supervisionar os registros da Escola Bíblica Dominical, da Escola de Treinamento e da Escola de Missões. 6. Levar os professores a se sentirem responsáveis por visitar os alunos de suas classes. 7. Desenvolver a biblioteca e incentivar os alunos a frequentá-la. 8. Estimular e prover recursos para o uso de material audiovisual pelos professores. 9. Estabelecer programas especiais visando a alistar novos alunos. 10. Promover o crescimento cristão dos membros da igreja e o seu desenvolvimento, visando atingirem "a estatura de Cristo' (Ferreira, Ebenézer Soares p.113 - Manual do obreiro e da igreja)

6.5. O ministro de música deve ser, primeiramente, alguém realmente convertido, dedicado e firme em suas convicções, conhecedor de suas responsabilidades quanto ao reino de Deus e sua chamada. Deve ser íntegro, amoroso, paciente, humilde e também equilibrado. E necessário que seja pessoa de oração. E preciso que o ministro veja a música como um dos principais recursos para louvor e adoração a Deus, e, também, para evangelização, edificação e crescimento da igreja. É importante, também, que ele esteja sempre atento às necessidades da igreja enquanto realiza seu trabalho, bem como às sugestões que lhe forem oferecidas. Principais responsabilidades do ministro de música sacra: 1. Descobrir novos talentos e discipulá-los, 2. Desenvolver urna consciência de unidade entre o ministério de música e os demais departamentos da igreja, trabalhando na mais perfeita harmonia com os mesmos. 3. Colaborar com as atividades do pastor, procurando sempre prestigiá-Io. 4. Criar condições satisfatórias para a atuação da membresia nos coros, conjuntos, bem como participações especiais, 5. Planejar os alvos do departamento tendo em vista todo o trabalho da igreja. 6. Elaborar os cultos segundo a necessidade da igreja e as prioridades pastorais. 7. Dar assistência espiritual e organizacional a todos os grupos da igreja. 8. Desenvolver um projeto de coros graduados. 9. Levar a igreja a investir no departamento de música, para a formação da biblioteca de música, aquisição de partituras para os coros, aquisição de instrumentos musicais, envio de pessoas a cursos, congressos e outros eventos musicais etc. 10. Estar ciente de seus direitos e deveres na igreja onde atua. Ferreira, Ebenézer Soares p.113 - Manual do obreiro e da igreja

7. O que é uma igreja batista

7.1. É uma congregação local, composta de pessoas regeneradas e batizadas que, voluntariamente, se reúnem sob as leis de Cristo, e procuram estender o Reino de Deus não só em suas vidas, mas nas de outros. 2. Cristo é o cabeça e seu único chefe supremo. 3. Em matéria de fé e prática, a igreja se subordina, unicamente, às Santas Escrituras. 4. Uma igreja é absolutamente livre e independente, não se sujeitando hierarquicamente, ou de qualquer outra forma, a nenhuma organização denominacional. 5. Uma igreja batista é completamente competente para dirigir seus próprios atos e ações de acordo com os ensinos de Cristo. 6. O governo da igreja é democrático. Cabe à congregação julgar os seus próprios atos. 7. A igreja é essencialmente separada do Estado, em virtude de seu caráter e de suas funções espirituais. 8. Todos os membros possuem direitos e privilégios iguais. (Ferreira, Ebenézer Soares p.36,37 - Manual do obreiro e da igreja)

7.2. Igreja é uma congregação de pessoas regeneradas e batizadas após profissão de fé. E nesse sentido que a palavra "igreja" é empregada, no maior número de vezes, nos livros do Novo Testamento. Tais congregações são constituídas por livre vontade dessas pessoas, com a finalidade de prestarem culto a Deus, observarem as ordenanças de Jesus, meditarem nos ensinamentos da Bíblia para a edificação mútua e para a propagação do evangelho. As igrejas neotestamentárias são autônomas, têm governo democrático, praticam a disciplina e se regem em todas as questões espirituais e doutrinárias exclusivamente pela Palavra de Deus, sob a orientação do Espírito Santo. Há nas igrejas, segundo as Escrituras, duas espécies de oficiais: pastores e diáconos. As igrejas devem relacionar-se com as demais igrejas da mesma fé e ordem e cooperar, voluntariamente, nas atividades do reino de Deus. O relacionamento com outras entidades, quer sejam de natureza eclesiástica ou outra, não deve envolver a violação da consciência ou o comprometimento da lealdade a Cristo e sua Palavra. Cada igreja é um templo do Espírito Santo. Há também no Novo Testamento um outro sentido da palavra "igreja", em que ela aparece como a reunião universal dos remidos de todos os tempos, estabelecida por Jesus Cristo e sobre ele edificada, constituindo-se no corpo espiritual do Senhor, do qual ele mesmo é a cabeça. Sua unidade é de natureza espiritual e se expressa pelo amor fraternal, pela harmonia e cooperação voluntária na realização dos propósitos comuns do reino de Deus) (Ferreira, Ebenézer Soares p.170,171 - Manual do obreiro e da igreja)

7.3. Os batistas brasileiros organizaram, no dia 22 de junho de 1907, na Bahia, a Convenção Batista Brasileira, cuja finalidade é, de acordo corn o Art. 2º dos seus estatutos, "servir às igrejas que com ela cooperam, coordenando o seu trabalho cooperativo em ámbito nacional, buscando desenvolver a obra de evangelização e missões,ação social, e educação e a literatura cristã". (Ferreira, Ebenézer Soares p.50,51 - Manual do obreiro e da igreja)

8. O método

8.1. O método de propaganda por excelência do cristianismo é a pregação, cujo auge é atingir os confins do mundo. Desde o início, o cristianismo tem usado a pregação como método mais eficiente. O evangelho foi pregado antes de ser escrito. A Causa de Cristo, nos tempos apostólicos, se expandiu pela pregação da Palavra de Deus. Paulo, Pedro, João e muitos outros apóstolos viajavam evangelizando e fundando igrejas por meio da pregação. Nos séculos subsequentes, os grandes missionários, como Columba, entre os bretões, Agostinho, entre os povos anglo-saxões, Bonifácio, no meio dos gauleses, e assim outros, seguiram a mesma orientação. No movimento missionário dos tempos modernos, os mensageiros de Deus seguem o mesmo método. Judson, em Burma; na China, Morrison e Yates; Carey e Duff, na India; na África, Moffat; e Brainerd, entre os indios da América do Norte; todos esses se dedicaram à pregação da Palavra. Os tempos de refrigério tém sido exatamente os de grandes movimentos religiosos promovidos pela pregação. A Inglaterra necessitava do pão espiritual; morria, quando os Wesley principiaram uma grande campanha de pregação. Whitefield, Moody e outros evangelistas famosos dos tempos modernos revivificaram as igrejas com a pregação. Milhares de almas têm sido chamadas das trevas para a luz pela pregação de grandes evangelistas, como Spurgeon, Robertson, Beecher e outros. Por ela as igrejas se edificam na vida cristã. A exposição da Palavra de Deus, feita habilmente do púlpito por um grande pregador como Alexandre Maclaren, leva sua influência aos confins do mundo. A palavra de um Lutero, de um Calvino ou de um Knox derruba impérios, destrói reinos, transforma nacionalidades e orienta correntes da história. Quem pode medir o poder da pregaçäo? (Ferreira, Ebenézer Soares p.71,72 - Manual do obreiro e da igreja)

9. Tesouraria e Finanças

9.1. Os controles financeiros permitem: -Conhecer precisamente a origem dos recursos financeiros; -controlar as datas de entrada e saída dos recursos financeiros; ter a exata noção da capacidade da empresa de assumir compromissos financeiros; analisar as fontes dos recursos financeiros; analisar os prazos de pagamento e recebimento. (Seleme, Laila Del Bem p.23 - Finanças sem complicação)

9.1.1. CONTROLE DE CAIXA Esse controle é importante para determinar em que atividades o dinheiro é gasto, quais as despesas que foram pagas, os valores depositados nos bancos, a disponibilidade de recursos financeiros existentes e a identificação de possíveis desvios de verbas. (Seleme, Laila Del Bem p.25 - Finanças sem complicação)

9.1.1.1. Padoveze (2011, p3)apresenta uma ótima definição de Fluxo de Caixa ao dizer que este é o "Conjunto de movimentações financeiras decorrente do pagamento e do recebimento dos eventos econômicos das operações da empresa e das atividades de captação de recursos e investimentos de capital ". (Seleme, Laila Del Bem p.33 - Finanças sem complicação)

9.1.1.2. O controle de Fluxo de Caixa pode ser aplicado em muitas atividades, controlando as entradas e as saídas de caixa da área a qual o profissional está auxiliando. (Seleme, Laila Del Bem p.35,36 - Finanças sem complicação)

9.1.2. CONTROLE BANCÁRIO Apesar de as instituições bancárias realizarem esses serviço para os seus clientes, é arriscados confiar totalmente nas informações emitidas por essas instituições (saldo existente, depósitos, pagamentos, créditos na conta, etc.), pois podem vir a ocorrer erros, tais como cobrança de juros ou taxas indevidas, depósitos devolvidos, problemas com transferências de valores monetários e outros. (Seleme, Laila Del Bem p.23 - Finanças sem complicação)

9.1.3. CONTROLE DE CONTAS A PAGAR O controle de contas a pagar auxilia na organização das contas que devem ser pagas conforme seus períodos de vencimento (diário, semanal, quinzenal, em 30, 45 ou 60 dias). A principal vantagem de mantermos esse controle é a de evitar atrasos e o consequente pagamento de multas. (Seleme, Laila Del Bem p.28 - Finanças sem complicação)

9.1.4. CONTROLE DE ESTOQUES O estoque precisa passar por constantes verificações no que diz respeito à exigência de compras e à reposição de mercadorias. Esse monitoramento auxilia na tomada de decisões da empresa, pois é possível identificarmos os produtos com alta e baixa rotatividade e, além de ser uma medida útil para evitarmos o desvio ou roubo de materiais. (Seleme, Laila Del Bem p.30 - Finanças sem complicação)

9.1.5. ORÇAMENTO O orçamento é um instrumento utilizado para planejamento e controle financeiro. Por meio dele, é possível avaliar e demonstrar projeções financeiras das atividades de investimento, financiamento e operação da empresa. === Assim é possível alocarmos melhor os recursos disponíveis maximizando os resultados da atividade proposta. Nesse caso o orçamento serve como um guia para as ações a serem executadas antecipando o conhecimento dos resultados.

9.2. Orçamento

9.2.1. Orçamento é considerado uma ferramenta importante para o sucesso empresarial, pois fornece informações financeiras e contábeis que podem ser utilizadas em tomadas de decisões financeiras (Hoji, 2010) (Seleme, Laila Del Bem p.213 - Finanças sem complicação - citando Hoji)

9.2.2. Um orçamento expõe hipóteses de receitas e despesas de uma empresa ou de um indivíduo em um período determinado de tempo que pode ser anual, semestral, trimestral ou, até mesmo, mensal, dependendo da necessidade de planejamento. (Seleme, Laila Del Bem p.213,214 - Finanças sem complicação)

9.3. FUNÇÕES DE TESOURARIA E RESPECTIVAS ATIVIDADES - Planejamento financeiro; - administração de fluxo de caixa; - negociação e controle de aplicações financeiras; - negociação e controle de emprestimos e financiamentos; - negociação e controle de garantias e seguros; - administração de riscos e flutuações de preços e taxas; - operações de câmbio; - crédito e cobrança; - contas a pagar. Hoji, Masakaju p.139,140 - Administração financeira e orçamentária

10. Eventos (Batismo, Ceia, Retiros)

10.1. O evento também pode ser visto sob a perspectiva do marketing, como um instrumento que possibilitará uma resposta precisa e instantânea junto ao público, uma vez que ele deve, por sua própria concepção, provocar emoções, criar sentimentos, promover discussões sobre determinados assuntos e estabelecer, portanto, uma aproximação com o público. (Mendonça, Maria José Alves p.25 - Planejamento e organização de eventos)

10.2. Um evento deve ter uma razão para existir. Para isso, deve apresentar, em sua concepção, dados que possam justificar sua criação e viabilização. (Mendonça, Maria José Alves p.26 - Planejamento e organização de eventos)

10.3. Os critérios que precisam ser considerados no planejamento de um evento são: tamanho, data de realização e perfil do público. Eles permitem que o organizador se oriente no momento de estabe- lecer como será seu evento. (Mendonça, Maria José Alves p.27 - Planejamento e organização de eventos)