Módulo IV - Roteiro 1 O perispírito

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Módulo IV - Roteiro 1 O perispírito by Mind Map: Módulo IV - Roteiro 1 O perispírito

1. Constituição

1.1. “Envolve o Espírito uma substância vaporosa para ti, mas ainda bastante grosseira para nós; assaz vaporosa, entretanto, para poder elevar-se na atmosfera e transportar-se aonde queira.” Ref. L.E. q. 93.

1.1.1. "Esse envoltório é de natureza semimaterial, isto é, intermediária entre o Espírito e o corpo." Ref. L.E. q. 135

1.1.2. A constituição íntima do perispírito não é idêntica em todos os Espíritos encarnados ou desencarnados que povoam a Terra ou o espaço que a circunda." ("A Gênese". 36. ed., Rio de Janeiro: FEB, 1995, p. 279)

1.2. De onde tira o Espírito o seu envoltório semimaterial? “Do fluido universal de cada globo, razão por que não é idêntico em todos os mundos. Passando de um mundo a outro, o Espírito muda de envoltório, como mudais de roupa.” Ref. L.E. q.94

1.2.1. "é mais ou menos etéreo, segundo os mundos e o grau de depuração do Espírito. Nos mundos e nos Espíritos inferiores, ele é de natureza mais grosseira e se aproxima muito da matéria bruta." ("Obras Póstumas". 26. ed., Rio de Janeiro: FEB, 1993, p. 45)

1.2.2. Nos mundos superiores, esclarecem os Espíritos que "esse envoltório se torna tão etéreo que para vós é como se não existisse. Tal é o estado dos Espíritos puros." Ref. L.E. q. 186

1.3. O perispírito apresenta-se como uma "formação sutil, urdida em recursos dinâmicos, extremamente porosa e plástica, em cuja tessitura as células, noutra faixa vibratória... (em relação ao corpo) com a respectiva carga elétrica, comportando-se no espaço segundo a sua condição específica, e apresentando estados morfológicos conforme o campo mental a que se ajusta." (XAVIER, Francisco Cândido. VIEIRA, Waldo. ANDRÉ LUIZ, Espírito. "Evolução em Dois Mundos". 13. ed., Rio de Janeiro: FEB. 1993, p. 26: Cap. II).

2. Espírito x Perispírito

2.1. Entendido o conceito de Espírito e sua origem no Roteiro 2, passa a haver uma necessidade de entender como esse elemento do universo consegue se comunicar com o corpo. Surge então a necessidade do entendimento do conceito de PERISPÍRITO.

2.2. Origem da palavra Perispírito: Palavra criada por Kardec na questão 93 de L.E. para designar a substância que envolve o Espírito.

2.2.1. Portanto peri: em torno; spiritus: alma ou espírito. Logo o seu significado literal é o que fica ao redor da Alma, o que a envolve.

2.2.2. Outras nomenclaturas com o mesmo significado utilizado na Doutrina e na LITERATURA espírita e espiritualista : corpo espiritual, psicossoma (André Luís), corpo fluídico (Leibneiz), corpo astral (teosofistas, esotéricos, hermetistas), rouach (cabala judaica),

2.3. Origem substancial: Enquanto o Espírito tem origem no princípio inteligente universal (Ref. A Gênese; Cap. 11, item 23.) o perispírito tem origem no fluido cósmico universal, uma substância vapososa, adequada a natureza do nosso planeta, sobre o campo originado da extensão da própria força espiritual (a alma). Ref. L.E.; item 135

2.3.1. Perispírito faz, portanto, parte integrante do Espírito, como o corpo faz do Homem. O perispírito por si só não é o Espírito, do mesmo modo que só o corpo não constitui o homem. Ref. L.M.; 1ª parte, cap. 1, item 55.

3. Objetivo 1:Entender o conceito de perispírito, suas principais características e relações com o ser encarnado

4. Conceito de: Espírito x Alma x Homem

4.1. É comum o emprego das palavras Alma e Espírito como sinônimas, porém, tecnicamente, segundo a Doutrina Espírita, há diferenças entre Alma, Espírito e Homem. Ref. O que é o Espiritismo; Cap. II, item 14.

4.1.1. Alma: é o ser simples, o princípio inteligente individualizado

4.1.2. Espírito: é um ser duplo e nasce da união da alma com o perispírito.

4.1.3. Homem: é um ser triplo fruto da união do do Espírito com o Perispírito e o Corpo mateial.

4.2. Há também uma diferenciação realizada no L.E.; q.134 pertinente a diferença entre Alma e Espírito para Doutrina:

4.2.1. Alma: Espírito encarnado

4.2.2. Espírito: Alma antes de encarnar, ou seja na erraticidade.

4.2.3. Alma e Espírito são mesma coisa? Sim; as almas são os Espíritos antes de unirem ao corpo; a alma é um dos seres inteligentes que povoam o mundo invisível, os quais, temporariamente, revestem um invólucro carnal para se purificarem e esclarecerem.

5. Perispírito

5.1. Funções e Propriedades

5.1.1. 1ª e mais elementar função é a de servir de PRIMEIRO ENVOLTÓRIO do Espírito (quando na erraticidade) e ligá-lo ao corpo físico (quando encarnado). Por meio desse laço é que o Espírito atua sobre a matéria e reciprocamente. Ref. L.E. q. 135

5.1.2. Plasticidade: Capacidade de se moldar e ser o espelho da mente, ou seja, dos pensamentos da alma. "Para os Espíritos, o pensamento e a vontade são o que é a mão para o homem... Algumas das transformações resultam de uma intenção; outras são produto de um pensamento inconsciente. Basta que o Espírito pense uma coisa, para que esta se produza, como basta que modele uma canção, para que esta repercuta na atmosfera." A Gênese. Cap. XIV, item. 14.

5.1.2.1. Pode o Espírito mergulhar em tão severo desequilíbrio afetivo que, imerso em um monoideísmo (1 único pensamento) avassalador, que chega a entrar em processo de retração do campo que sustenta a própria tessitura perispiritual, comprometendo, dolorosamente, suas funções e assumindo formato de um ovóide. Ref. XAVIER, Francisco Cân- dido. VIEIRA, Waldo. ANDRÉ LUIZ, Espírito. "Evolução em Dois Mun- dos", ed. FEB, cit., pp. 117 e 118

5.1.2.1.1. Dentro da lei de causa e efeito, que rege a evolução humana, chegado o momento, reinicia-se o ciclo reencarnatório e, sob a proteção das vestes carnais, o Espírito consegue, pouco a pouco, expandir-se, com o perispírito readquirindo forma e regularidade de funções, ainda que através de dolorosas etapas de recondicionamento e cura

5.1.2.2. Processos de adaptação perispirítica (transformação) tem relação com os chamados processos ideoplásticos, ou seja, com a criação das mais variadas formas, tangíveis ou não, sustentadas pela ação mental consciente ou inconsciente, e de duração proporcional à persistência do pensamento que as sustentam. Ref. Zimmermann; Peripírito. p. 31

5.1.2.3. O próprio Espírito que modela o seu envoltório e o apropria às suas novas necessidades; aperfeiçoa-o e lhe desenvolve e completa o organismo, à medida que experimenta a necessidade de manifestar novas faculdades: numa palavra, talha-o de acordo com a sua inteligência. Ref. A Gênese, Cap. XI, it. 11.

5.1.3. Densidade: O perispírito não deixa de ser matéria, ainda que de natureza quintessenciada (purificada). Como tal, apresenta uma certa densidade, que se relaciona com o grau de evolução da alma. Ref. L.M., item 51.

5.1.3.1. A densidade perispirítica varia de indivíduo para indivíduo. Nos Espíritos moralmente adiantados é mais sutil e se aproxima da dos Espíritos elevados; nos Espíritos infe- riores, ao contrário, aproxima-se da matéria e é o que faz os Espí- ritos inferiores de baixa condição conservarem por muito tempo as ilusões da vida terrestre. Ref. L.M.; Cap. IV, it. 74

5.1.4. Ponderabilidade: o corpo espiritual, em si, não apresentaria um peso possível de ser detectado por meio de qualquer instrumentação até agora conhecida. Assim, sob o aspecto físico, seria praticamente imponderável

5.1.4.1. Nossa posição mental", afirma ANDRÉ LUIZ, "determina o peso específico do nosso envoltório espiritual e, conseqüentemente, o habitat que lhe compete. Mero problema de padrão vibratório." XAVIER, Francisco Cândido. ANDRÉ LUIZ, Espírito. "Entre a Terra e o Céu". 16. ed., Rio de Janeiro: FEB, 1995, p. 126: Cap. XX

5.1.5. Penetrabilidade: A natureza etérea do perispírito permite ao Espírito atravessar qualquer barreira física. "Matéria nenhuma lhe opõe obstáculo; ele as atravessa todas, como a luz atravessa os corpos transparentes", anota KARDEC. Ref. Obras Póstumas", ed. FEB, cit., pp. 47 e 48

5.1.5.1. Em níveis menos adiantados, os Espíritos, muitas vezes, não conseguem atravessar os obstáculos materiais simplesmente por ignorarem que podem fazê-lo. A ignorância ou a incerteza diminuem suas aptidões, e, conseqüentemente, seu poder de ação. Ref. Diversas obras de André Luís.

5.1.6. Tangibilidade: O perispírito, com o devido suporte ectoplásmico, pode tornar-se materialmente tangível, no todo ou em parte.

5.1.6.1. Sob a influência de certos médiuns, tem-se visto aparecerem mãos com todas as propriedades de mãos vivas, que, como estas, denotam calor, podem ser apalpadas, oferecem a resistência de um corpo sólido, agarram os circunstantes e, de súbito, se dissipam, quais sombras. Ref. L.M.; Cap. I, 2ª parte, item 57

5.1.7. Sensibilidade: sua capacidade de perceber amplia-se extraordinariamente: livre das peias somáticas, a percepção do meio que o envolve já não depende dos canais nervosos materiais. As sedes dos sentidos não encontram localização tão específica quanto se observa no estado de encarnação. Ref. L.E.; 2ª parte, Capítulo VI - Da vida espírita » Percepções, sensações e sofrimentos dos Espíritos

5.1.8. Capacidade Refletora: O corpo espiritual, extensão da alma que é, reflete contínua e instantaneamente os estados mentais. O perispírito, nas palavras de ANDRÉ LUIZ, é suscetível de refletir, "em virtude dos tecidos rarefeitos de que se constitui", a "glória ou a viciação" da mente. Por isso. a atividade mental "nos marca o perispírito, identificando nossa real posição evolutiva." (XAVIER, Francisco Cândido. ANDRÉ LUIZ. Espírito. "Libertação". 17. ed., Rio de Janeiro: FEB, 1995, pp. 58 e 60: Cap. IV

5.1.8.1. Todo pensamento encontra imediata ressonância na delicada tessitura perispiritual produzindo dois tipos de efeitos:

5.1.8.1.1. Gera na aura a sua imagem, conhecida hoje. como forma-pensamento - variável, de acordo com a carga emocional, inclusive sob o aspecto cromático, como demonstram técnicas e testemunhos incontestáveis.

5.1.8.1.2. Na dimensão física, influindo na fisiologia dos centros vitais, repercute nos sistemas nervoso, endócrino, sangüíneo, e demais vias de sustentação do edifício celulares

5.1.9. Odor: O perispírito, a refletir-se na aura, caracteriza-se, também, por odor particular, facilmente perceptível pelos Espíritos.

5.1.9.1. Por meio da atividade mediúnica encarnados podem sentir cheiros de pessoas desencarnadas: "todas as criaturas vivem cercadas pelo halo vital das energias que lhes vibram no âmago do ser e esse halo é constituído por partículas de força a se irradiarem por todos os lados, impressionando-nos o olfato, de modo agradável ou desagradá- vel, segundo a natureza do indivíduo que as irradia". Ref. XAVIER, Francisco Cândido. ANDRÉ LUIZ, Espírito. "Ação e Reação". 17. ed., Rio de Janei- ro: FEB, 1996, p. 64: Cap. 5

5.1.10. Função sustentadora: O perispírito, impregnando-se de energia vital e transferindo-a paulatinamente, ao impulso da alma. para o veículo físico, sustenta-o desde a formação até o completo crescimento, conservando-o, depois, na vida adulta, durante o tempo necessário. Ref. Zimmermann; Peripírito. p. 69

5.1.10.1. Essa contínua recomposição celular, sem que seja afetado qualquer dos elementos que identificam a pessoa, acontece graças à função de sustentação do perispírito, que, potencialmente, garante e conserva a integridade do corpo físico, respeitada, é claro, a programação cármica de cada um, com os seus variados efeitos.

5.1.10.2. "Insensível às causas de desagregação e destruição que afetam o corpo físico, o perispírito assegura a estabilidade da vida em meio da contínua renovação das células. É o modelo invisível através do qual passam e se sucedem as partículas orgânicas, obedecendo a linhas de força, cuja reunião constitui esse desenho, esse plano imutável, reconhecido por Claude Bernard como necessário para manter a forma humana em meio das constantes modificações e da renovação dos átomos." (DENIS, Leon. "No Invisível". 15. ed., Rio de Janeiro: FEB, cit., p. 47: Cap. Ill, 1a Parte).

6. Espírito x Perispírito x Corpo

6.1. Quando encarnado o Espírito, o perispírito é o laço que o prende ao corpo físico. Ref. L.E. q 135. A morte é a destruição do envoltório mais grosseiro. O Espírito conserva, o segundo, que lhe constitui um corpo etéreo, invisível para nós no estado normal. Ref. L.E. Introdução, item 6.

6.2. Encarnação e Desencarnação

6.2.1. Encarnação: No momento da concepção do corpo que se lhe destina, o Espírito é apanhado por uma corrente fluídica que, semelhante a uma rede, o toma e aproxima da sua nova morada." Ref. "Obras Póstumas". 26. ed., FEB, pp. 202 e 203. Esse laço fluídico é a expansão do perispírito que prende-o ao germe (o corpo em formação) a qual se acha atraído por uma força irresistível. A medida que o germe se desenvolve, o laço estreita-se, sobre a influência do princípio vital material do germe, o perispírito une-se molécula a molécula com o corpo que se forma. Ref. A Gênese. Cap. XI, item 18.

6.2.1.1. Desde o instante da concepção, a perturbação ganha o Espírito; suas idéias se tornam confusas; suas faculdades se somem; a perturbação cresce à medida que os liames se apertam; torna-se completa nas últimas fases da gestação, de sorte que o Espírito não aprecia o ato de nascimento do seu corpo, como não aprecia o da morte deste; nenhuma consciência tem, nem de um, nem de outro. Ref. A Gênese. Cap. XI, item 20.

6.2.1.2. Desde que a criança respira, a perturbação começa a dissipar-se, as idéias voltam pouco a pouco, mas em condições diversas das verificadas quando da morte do corpo. Ref. A Gênese. Cap. XI, item 20.

6.2.2. Desencarnação: Por efeito contrário a união do perispírito com a matéria do germe carnal realizada sob a influência do Princípio vital, logo que esse cessa e deixa de atuar devido a desorganização do corpo. Assim, a força que mantinha essa união também deixa de atuar, dessa forma o perispírito começa a desprender-se, molécula por molécula, tal como se havia unido, e o Espírito é posto em liberdade. Ref. A Gênese. Cap. XI, item 18.

6.2.2.1. Assim, não é a partida do Espírito que causa a morte do corpo, mas a morte do corpo que causa a partida do Espírito. Ref. A Gênese. Cap. XI, item 18.

6.2.2.2. Essa separação, que é algumas vezes rápida, fácil, suave e insensível; outras vezes violenta, laboriosa, horrivelmente penosa, segundo o estado moral do Espírito, podendo durar meses inteiros. Ref. A Gênese. Cap. XI, item 19.

6.3. Relações entre os 3 corpos:

6.3.1. Cada célula do corpo denso corresponde a uma célula do corpo espiritual. Cada função orgânica corresponde a uma função perispirítica. É sob o comando dos centros vitais do psicossoma que se processa a interação energética total entre ambas as estruturas.

6.3.1.1. O perispírito durante a vida corpórea é o intermediário de todas as sensações que o Espírito percebe, pelo qual transmite sua vontade ao exterior e atua sobre os órgãos do corpo. Ref. L.M.; livro 2, cap. 1, item 54.

6.3.2. "São os centros vitais fulcros energéticos que, sob a direção automática da alma, imprimem às células a especialização extrema pela qual o homem possui no corpo denso, e detemos todos no corpo espiritual em recursos equivalentes." Ref. XAVIER, Francisco Cândido. ANDRÉ LUIZ, Espírito, FEB. p. 28: Cap. II)

6.3.2.1. Com a morte, o duplo etérico, formado a partir do princípio vital vai embora como a própria organização física: "No ato da desencarnação, segundo inúmeras constatações concordantes entre si, o duplo etérico, ao se desprender do corpo, pode, às vezes, ficar próximo a este ou pairar no ambiente, por algum tempo, inclusive depois do sepultamento, até que, ocorrido o desligamento definitivo, sobrevenha a sua desintegração.

6.4. Perispírito e memória

6.4.1. Há muitas espiritualistas que dizem que no nosso perispírito ficam todas as memórias das experiências vividas ao longo das diversas reencarnações. A luz do Espiritismo, entende-se que a memória é patrimônio da alma. 1º porque "A alma é que pensa". Ref. L.E., it. 89-a. 2º-O perispírito, como um campo aglutinador de energias, apenas reflete a alma, servindo de agente de transmissão. " Como o perispírito é apenas um agente de transmissão, pois é o Espírito (a alma), que possui a consciência, deduz-se que, se pudesse existir perispírito sem Espírito, ele não sentiria mais que um corpo morto." Ref. L.E. q. 257.

6.4.2. Além disso, cabe ressaltar que a memória é quase sempre interpretativa e não objetiva, ou seja, guardamos não os fatos, mas as nossas impressões dos fatos e situações. Como quem interpreta é primariamente a alma, é lógico raciocinar que essas interpretações e julgamentos são armazenados nela e não no perispírito que inclusive é modificado dependendo do mundo e psicosfera em que esteja, não afetando, no entanto, as suas lembranças.

6.5. Perispírito e mediunidade

6.5.1. "O perispírito, para nós outros Espíritos errantes, é o agente por meio do qual nos comunicamos convosco..."Ref. L.M. cap. 4, item 51; "O Espírito precisa, pois, de matéria, para atuar sobre a matéria. Tem por instrumento direto de sua ação o perispírito, como o homem tem o corpo..." ReF. idem, item 58.

6.5.1.1. Para conhecer as coisas do mundo visível e descobrir os segredos da natureza material," mostra KARDEC, "outorgou Deus ao homem a vista corpórea, os sentidos... Para penetrar no mundo invisível, deu-lhe a mediunidade." Ref. O Evangelho Segundo o Espiritismo". Cap. XXVIII pp. 396 e 397

6.5.1.2. Seja qual for o tipo de manifestação mediúnica, o perispírito é sempre o principal elemento a ser considerado. O perispírito, assinala KARDEC, "é o princípio de todas as manifestações. O conhecimento dele foi a chave da explicação de uma imensidade de fenômenos..." Ref. L.M p. 146: Cap. VI, 2.ª parte)

6.5.2. Embora a mediunidade seja uma faculdade orgânica ela é, como todas as demais faculdades uma exteriorização do Espírito (alma + perispírito) daí o motivo de ela poder ser desenvolvida além de educada.

6.5.2.1. A faculdade mediúnica não é, a rigor, do corpo (ainda que condicionada a possibilidades nervosas que se elaboram na morfogênese, sob o impulso perispiritual do reencarnante), porém, do Espírito, como mostra claramente "O Livro dos Espíritos": "Todas as percepções constituem atributos do Espírito e lhe são inerentes ao ser." (KARDEC, Allan. "O Livro dos Espíritos". 75. ed., FEB, 1994, cit., p. 163. it. 249-a) Ref. Zimmermann, O perispírito. p. 299.

6.5.2.2. A aura, ressalta à evidência que, constituindo uma projeção do perispírito, envolvendo-o, representa o primeiro nível de contato nos casos de relação direta, entre comunicante e médium. "É por essa couraça vibratória, espécie de carapaça fluídica, em que cada consciência constrói o seu ninho ideal," - ANDRÉ LUIZ - (XAVIER, Francisco Cândido. VIEIRA, Waldo. ANDRÉ LUIZ, Espírito. "Evolução em Dois Mundos". 13. ed., FEB, 1993, cit., p. 130: Cap. XVII)

6.6. Perispírito e Doenças

6.6.1. "Criando o pensamento imagens fluídicas, ele se reflete no invólucro perispiritual como num espelho; aí toma forma e é, de certo modo, fotografado... É deste modo que os mais secretos movimentos da alma repercutem no indivíduo fluídico, que uma alma pode ler em outra alma como num livro, e enxergar o que não é perceptível aos olhos do corpo..." Ref. A Gênese, cap. XIV, item 15.

6.6.2. "Os fluidos espirituais atuam sobre o perispírito e este, por sua vez, reage sobre o organismo material com que se acha em contato molecular. Se os eflúvios (energias emanadas) são de boa natureza, o corpo ressente uma impressão salutar; se são maus, a impressão é penosa. Se são permanentes e enérgicos, os eflúvios maus podem ocasionar desordens físicas; não é outra a causa de certas enfermidades." Ref. A Gênese, cap. XIV, item 18

6.6.3. Segundo a literatura e doutrina Espírita são, portanto, as causas das doenças:

6.6.3.1. Injunções cármicas

6.6.3.1.1. "a alma ressurge no equipamento físico transportando consigo as próprias falhas a se lhe refletirem na veste carnal, como zonas favoráveis à eclosão de determinadas moléstias, oferecendo campo propício ao desenvolvimento de vírus, bacilos e bactérias" Ref. XAVIER, Francisco Cândido. ANDRÉ LUIZ, Espírito. "Ação e Reação". 17. ed., FEB, 1996, cit, p. 260: Cap. 19

6.6.3.2. Invigilância mental

6.6.3.2.1. "Criando o pensamento imagens fluídicas, ele se reflete no invólucro perispiritual como num espelho; aí toma Forma e é, de certo modo, fotografado" Ref. A Gênese, cap. XIV, item 15.

6.6.3.3. Tensões emocionais

6.6.3.3.1. "Toda emoção violenta sobre o corpo é semelhante a martelada forte sobre a engrenagem de máquina sensível, e toda aflição amimalhada é como ferrugem destruidora, prejudicando-lhe o funcionamento"Ref. Zimmermann. Perispírito, p.385

6.6.3.4. Miasmas Psicoambientais

6.6.3.4.1. "... do mesmo modo que há radiações sonoras, harmoniosas ou dissonantes, também há pensamentos harmônicos ou discordantes. Se o conjunto é harmonioso, agradável é a impressão; penosa, se aquele é discordante. Ora, para isso, não se faz mister que o pensamento se exteriorize por palavras; quer ele se externe, quer não, a irradiação existe sempre." Ref. A gênese, cap. XIV.

6.6.3.5. Obsessão

6.6.3.5.1. Casos em que o monoideísmo agudo pode provocar efeitos morfológicos no perispírito, que os Espíritos chegam a assemelhar-se a "ovóides". Estacionando nesse nível, perdido o contato com o mundo exterior, "dormitam em estranhos pesadelos", caracterizando-se como verdadeiros "fetos ou amebas mentais, mobilizáveis, contudo, por entidades perversas ou rebeladas." (V. XAVIER, Francisco Cândido. ANDRÉ LUIZ. Espírito. -Libertação". 17. ed., Rio de Janeiro: FEB, 1995, p. 88: Cap. VI).

6.7. Perispírito e cura

6.7.1. "Como se há visto, o fluido universal é o elemento primitivo do corpo carnal e do perispírito, os quais são simples transformações dele... esse fluido, condensado no perispírito, pode fornecer princípios reparadores ao corpo" Ref. A gênese, cap. IV, item 31.

6.7.1.1. "A cura se opera mediante a substituição de uma molécula malsã por uma molécula sã. O poder curativo estará, pois, na razão direta da pureza da substância inoculada; mas, depende também da energia da vontade que, quanto maior for, tanto mais abundante emissão fluídica provocará e tanto maior força de penetração dará ao fluido." Ref. idem

6.7.1.2. "Todas as curas desse gênero são variedades do magnetismo e só diferem pela intensidade e pela rapidez da ação. O princípio é sempre o mesmo: o fluido, a desempenhar o papel de agente terapêutico e cujo efeito se acha subordinado à sua qualidade e a circunstâncias especiais." Ref. idem, item 32

6.7.2. "É muito comum a faculdade de curar pela influência fluídica e pode desenvolver-se por meio do exercício; mas, a de curar instantaneamente, pela imposição das mãos, essa é mais rara e o seu grau máximo se deve considerar excepcional."Ref. idem, item 34

6.7.2.1. "Uma vez que as curas desse gênero assentam num princípio natural e que o poder de operá-las não constitui privilégio, o que se segue é que elas não se operam fora da Natureza e que só são miraculosas na aparência." Ref. idem.

7. Perispírito, Duplo Etérico e Centros de Forças

7.1. Mais conhecidos como chakras ou tchakras, os centros de forças são há muito conhecidos por terem sido tratados de forma minuciosa nas tradições espiritualistas hindus, no Upanishads, e no Taoísmo, por Lao-tzé, base da medicina chinesa retratada no livro Nei-Ching, onde reporta, além dos pontos principais, cerca de 750 pontos de acupuntura.

7.1.1. Mesmo essas tradições sendo as mais antigas de que se têm notícias a falarem sobre a existência desses centros de foças, inúmeras outras tradições também o fizeram:

7.1.1.1. No Judaísmo eles são conhecidos nos textos da Cabala pelas Sefirot da chamada Árvore da Vida, um conjunto de 10 pontos pelos quais o homem pode ascender para se reunir a sua natureza divina.

7.1.1.2. Um seguimento esotérico místico do Islamismo chamado sofismo também tem o conhecimento desses centros a que eles chamam "os sete Lataif". Essa palavra significa para eles lugar de pureza; local de iluminação; centro de realidade; centro onde a baraka (graça divina) se manifesta.

7.1.1.3. Os Incas e Maias chamavam esses pontos de os sete poderes fornecidos pelos "sete nawis" ou olhos. Até hoje nos ensinamentos esotéricos dos povos nativos e rituais xamânicos vêm sendo transmitidos.

7.2. Fora esses pontos existem ainda um conjunto de meridianos por onde as energias fluem nesse "corpo energético" chamado pelos hindus de "nádis" ou rios de energia, que são os locais por onde passam o nosso fluido vital. Nesse corpo energético, mais material que o perispírito e menos físico que o corpo material, há uma comunicação contínua e recíproca por meio vibracional feita pelos centros de condensação e distribuição de forças sutis. Assim, interagem perispírito e corpo físico, por meio do que chamamos duplo etérico.

7.3. Nos livros da codificação de Kardec não há menção explícita sobre esses pontos ou centros de força, e tampouco sobre o Duplo Etérico (a não ser de forma superficial no L.E. q. 146-a e na questão 4 do item 128 do capítulo VIII do L.M., respectivamente) o que não quer dizer que eles não existam e que não façam parte do objeto de estudo da ciência espírita. No entanto, com as obras de André Luíz (principalmente) e outros (Zimmermann, Herculano Pires, José Lacerda de Azevedo, etc.) esse espaço foi parcialmente preenchido como podemos verificar:

7.3.1. "o nosso corpo de matéria rarefeita está intimamente regido por sete centros de força, que se conjugam nas ramificações dos plexos e que, vibrando em sintonia uns com os outros, ao influxo do poder diretriz da mente, estabelecem, para nosso uso, um veículo de células elétricas, que podemos definir como sendo um campo eletromagnético." Ref. XAVIER, Francisco Cândido. ANDRÉ LUIZ, Espírito. "Entre a Terra e o Céu". 16. ed., Rio de Janeiro: FEB, 1995, p. 126: Cap. XX

7.3.1.1. Esses centros vitais recebem do autor os nomes de centro coronário, centro cerebral, centro laríngeo, centro cardíaco, centro esplénico, centro gástrico e centro genésico. Ref. idem p. 127.

7.3.2. "O princípio vital, resultado da ação do corpo espiritual sobre os elementos físicos, não só são canalizados à consolidação do novo organismo, como são aglutinados em uma outra estrutura que vai servir de verdadeiro reservatório de vitalidade necessário, durante a vida física, à reposição de energias gastas ou perdidas. É o chamado duplo etérico." Ref. Zimmermann, O perispírito; p. 169.

7.3.2.1. O perispírito ou 'corpo astral' está revestido com os eflúvios vitais que asseguram o equilíbrio entre a alma e o corpo de carne, conhecidos aqueles, em seu conjunto, como sendo o 'duplo etérico', formado por emanações neuropsíquicas que pertencem ao campo fisiológico e que, por isso mesmo, não conseguem maior afastamento da organização terrestre, destinando-se à desintegração, tanto quanto ocorre ao instrumento carnal, por ocasião da morte renovadora. Ref. XAVIER, Francisco Cândido. ANDRÉ LUIZ, Espírito. "Nos Domínios da Mediunidade". 22. ed., Rio de Janeiro: FEB, 1994, cit., pp. 98 e 99: Cap. 11

7.4. O chamado duplo etérico é o grande aglutinador de energia vital e sustenta o corpo físico sob o influxo das forças oriundas do corpo espiritual mostrando inúmeros pontos, dos quais, emana a energia vital, que, por sua qualidade, é mais detectável que a energia perispirítica, força matriz, propriamente.

7.4.1. Pontos energéticos - que podem ser relacionados com os pontos de acupuntura e outros - por sua disposição, formam microcentros de força vital (os "campos de vida"), os quais, todavia, apenas refletem o comando dos núcleos energéticos do perispírito, regidos pelos sete grandes centros vitais, mesmo porque o duplo etérico só existe em função da sustentação perispirítica.

8. Corpo Mental

8.1. Poucos são os autores na literatura Espírita que tratam do corpo mental ou como algumas tradições se referem, "corpo causal" (o que dá causa a tudo). "Essa denominação foi dada pelo médico e pesquisador francês, Hyppolite BARADUC, a uma estrutura que conseguira isolar, e depois fotografar." Ref. Zimmermann, O perispírito; p. 189.

8.1.1. Kardec não trata do assunto em nenhuma das obras da codificação.

8.2. Segundo ANDRÉ LUIZ, em lição transmitida por Francisco Cândido XAVIER, "o corpo espiritual retrata em si o corpo mental que lhe preside a formação." O corpo mental seria "o envoltório sutil da mente".

8.2.1. O corpo mental, assinalado experimentalmente por diversos estudiosos, é o envoltório sutil da mente, e que, por agora, não podemos definir com mais amplitude de conceituação, além daquela com que tem sido apresentado pelos pesquisadores encarnados, e isto por falta de terminologia adequada no dicionário terrestre." (XAVIER, Francisco Cândido. VIEIRA. Waldo. ANDRÉ LUIZ, Espírito. "Evolução em Dois Mundos". 13. ed., FEB, cit., p. 25: Cap. I I

8.2.2. O corpo mental guardaria direta relação com a alma, fonte do pensamento, podendo comparecer como uma espécie de estrutura vibratória diferenciada, no campo perispiritual, sem uma forma definida. Ref. Zimmermann, O perispírito; p. 190.

9. Aura

9.1. A aura humana ou psicosfera ou fotosfera psíquica (termos criados pelo Espírito ANDRÉ LUIZ), ou fotosfera humana (expressão empregada por Leon DENIS), é um campo resultante de emanações de natureza eletromagnética, a envolver todo o ser humano, encarnado ou desencarnado, animais, seres inanimados e o próprio ambiente em que todos eles estão inseridos. Reflete, não só sua realidade evolutiva, seu padrão psíquico, como sua situação emocional e o estado físico (se encarnado) do momento. Espelha nos homens o ser integral: alma - perispírito - duplo etérico - corpo.

9.1.1. A alma encarnada ou desencarnada está envolvida na própria aura ou túnica de forças eletromagnéticas, em cuja tessitura circulam as irradiações que lhe são peculiares." (XAVIER, Francisco Cândido. VIEIRA, Waldo. ANDRÉ LUIZ, Espírito. "Mecanismos da Mediunidade . 14. ed., Rio de Janeiro: FEB, 1995, p. 83: Cap. X

9.2. E a aura ambiental, que pode ser sentida como agradável quando formada pela emissão de forças espiritualmente mais purificadas, ou desagradável e, até, repulsiva , no caso contrário. A isso alguns autores chamam de psicosfera ambiental... Nessa linha, poder-se-ia também cogitar da existência da aura coletiva, a refletir o grau de evolução de uma comunidade, e, até, da aura terrestre, de caráter mais abrangente, Ref. Zimmermann, O perispírito; p. 225 e 226.

9.2.1. Pela psicometria médiuns podem ler impressões energéticas deixadas em objetos, ambientes e pessoas. André Luíz disse sobre psicometria: "a faculdade de ler impressões e recordações ao contato de objetos comuns". (XAVIER, Francisco Cândido. "Nos Domínios da Mediunidade". 22. ed., Rio de Janeiro: FEB, 1994, p. 242)