1. Mudanças climáticas globais
1.1. Acúmulo de Gases de Efeito Estufa (GEF)
1.1.1. Dióxido de carbono – CO2
1.1.2. Metano – CH4
1.1.3. Óxidos nitrosos – NOx
1.2. Aumento de temperatura média da Terra
1.2.1. Queima de combustíveis fósseis e de florestas tropicais
1.3. Bioma Caatinga está entre os mais vulneráveis num cenário de aumento das temperaturas globais
1.3.1. Região Nordeste do Brasil em estado especial de alerta
1.3.2. Forte fator de pressão para a desertificação na região
2. Ações governamentais e o clima no Brasil
2.1. A visão da seca influenciou a criação e atuação de alguns órgãos federais que visavam ao desenvolvimento regional
2.1.1. Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS)
2.1.1.1. Tais agências trouxeram um aumento expressivo na densidade da rede observacional meteorológica sobre a Região, e realizaram inúmeras obras visando aumentar a armazenagem hídrica no Nordeste
2.1.2. Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE)
2.2. Algumas tentativas isoladas de modificação do clima sobre o Nordeste
2.2.1. Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME)
2.2.1.1. Em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, em 1989 a FUNCEME passou a utilizar informações detalhadas de monitoramento atmosférico e oceânico globais para elaborar e fornecer previsões climáticas sazonais para o Governo do Estado do Ceará
2.2.1.1.1. Utilizar tais informações para o planejamento de ações de governo, como a distribuição de sementes e estratégias para o fornecimento de água potável para abastecimento urbano
2.2.2. Programa Nordeste
2.2.2.1. Criado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT em parceria com os estados da Região Nordeste, com a finalidade de capacitar os estados da região para monitorar e prever a variabilidade de tempo, clima e dos recursos hídricos sobre o Nordeste
2.2.2.1.1. Foram criados Centros Estaduais de Meteorologia e Recursos Hídricos – CMRH, em cada estado nordestino. Os CMRH contaram com equipamentos omputacionais e estações receptoras de imagens de satélite meteorológico
3. “Enfrentamento” das mudanças climáticas
3.1. O MCT criou a Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede CLIMA) e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Mudanças Climáticas – INCT-MC
3.1.1. A abrangência da Rede CLIMA é nacional, envolvendo dezenas de grupos de pesquisa em diversidades e institutos de pesquisa; seu foco científico cobre as questões relevantes das mudanças climáticas, notadamente:
3.1.1.1. A base científica das mudanças climáticas
3.1.1.2. Estudos de impactos e adaptação para sistemas e setores relevantes
3.1.1.3. Desenvolvimento de conhecimento e tecnologias para a mitigação das mudanças climáticas.
3.1.2. Um dos primeiros produtos colaborativos da Rede CLIMA será a criação do modelo brasileiro do sistema climático global – MBSCG, com o qual serão elaboradas previsões de variações climáticas sobre o Brasil em escalas de alguns anos até várias décadas
4. Desafios do Brasil frente às mudanças climáticas globais
4.1. Uma forma extremamente efetiva para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas é o aumento da cobertura vegetal, tanto através do replantio de extensas coberturas florestais com o fim de remover CO2 atmosférico, quanto pelo efeito das florestas no ciclo hidrológico
4.1.1. A arborização das vias, praças e áreas públicas colabora para aumentar o sombreamento e a evapotranspiração levada a efeito durante a fotossíntese, contribuindo diretamente para reduzir o acentuado aumento de temperatura do ar registrado em centros urbanos.
5. Programa de adaptação às mudanças climáticas
5.1. Capacitar os indivíduos para as novas realidades econômicas, naturais e sociais que se desenvolvem no bojo das ações de mitigação e adaptação em curso, em escala nacional e mundial
5.1.1. Para tanto, há de existir um programa massivo de investimento em educação integral de todas as crianças e jovens no País