Administração Geral

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Administração Geral by Mind Map: Administração Geral

1. Quais as funções do Administrativa do Planejamento ?

1.1. suas funções administrativas são : (planejar, organizar, dirigir, controlar) levando ao processo articulado para determinar antecipadamente os objetivos (projetos, ações, métodos, técnicas etc.).

1.1.1. Não confunda planejamento com plano: planejamento é um processo e o plano é o produto deste processo, que decompõe os objetivos gerais em objetivos específicos, e define e ordena as ações necessárias para atingir esses objetivos

2. O Planejamento ele pode ser:

2.1. Ousado, mudando radicalmente o objetivo da organização.

2.1.1. Intermediáriorio, e propor apenas melhorias em uma ou mais áreas, que também podem demandar alterações nos objetivos e estratégias

2.1.1.1. conservador, preocupado apenas com a estabilidade, visando assegurar a continuidade da organização

3. Planejamento ele pode ser:

3.1. Estratégico: sendo de responsabilidade da alta administração, definindo seus rumos, objetivos e estratégias, etc..

3.1.1. Tático: está focado na eficácia, orienta para o médio prazo, aloca recursos, e é feito para cada área funcional, cuja responsabilidade está entre diretores/gerentes departamentais

3.1.1.1. Operacional tem foco no curto prazo e na eficiência – na execução das ações que tornarão concretos os planejamentos tático e estratégico: é o momento em que se define o que fazer, como fazer, quem fará e com que meios.

4. Planejamento de Cenários

4.1. Cenários são projeções de ambientes futuros, são futuros potenciais; são uma forma de organizar de maneira lógica o maior número de informações possíveis sobre o futuro.

4.1.1. Além do mais trata-se de uma técnica qualitativa, em que a projeção, a predição e a imaginação fazem parte do processo

4.1.1.1. A técnica/ferramenta de cenários não se limita a projeções de futuros mediante extrapolação de tendências atuais – mas a construção de futuros alternativos: a partir de informações sobre o mundo real, constroem-se possíveis futuros alternativos.

4.2. Em regra é possível trabalhar com mas de uma regra de cenários definidos em:

4.2.1. otimista corresponde ao futuro que a organização gostaria de encontrar

4.2.1.1. intermediário é aquele que a organização se prepara para encontrar

4.2.1.1.1. pessimista corresponde ao cenário que a organização não gostaria de encontrar

4.3. Atenção →A organização direciona seus planos tendo como referência o cenário intermediário, mas deverá também ter um plano (de curto, médio e longo prazo), para o otimista e o pessimista, que permita a empresa adaptar-se a nova realidade, se ela ocorrer.

4.3.1. Cenários permitem identificar oportunidades e ameaças, concatenar, imaginar futuros e visualizar alternativas possíveis, facilitando a tomada de decisão – com intuito de optar pelo caminho mais viável para alcançar a situação futura pretendida.

5. O planejamento estratégico é uma metodologia de planejamento gerencial de longo prazo.

5.1. E principal funcionalidade é estabelecer a direção a ser seguida pela organização.

5.1.1. Possui um formato de planejamento que foca maior grau de interação com o ambiente, ou seja, tem em vista uma melhora na relação entre a organização e o ambiente externo no qual ela se encontra inserida

5.2. O planejamento estratégico não se confunde com o tradicional planejamento de longo prazo, que, basicamente, projeta para o futuro as mesmas situações ocorridas no passado.

5.2.1. Ele aponta o caminho a ser seguido pela organização como forma de responder às mudanças no ambiente.

5.2.1.1. É o planejamento mais amplo e abrangente da organização e é de responsabilidade dos níveis mais altos da empresa. Ele é projetado para o longo prazo, tendo seus efeitos e consequências estendidos por vários anos à frente.

5.2.1.1.1. O planejamento estratégico é diferente e mais amplo do que o planejamento de longo prazo.

5.3. O planejamento estratégico exige uma mudança cultural do “eu” (área/setor) para o “nós” (organização), e torna-se uma conquista para as organizações, pois aumenta a visão da empresa sobre o futuro e possibilita alcançar melhores resultados, antecipando-se às mudanças futuras e aproveitando as oportunidades identificadas

5.4. O planejamento estratégico apresenta as seguintes características fundamentais:

5.4.1. O planejamento estratégico está relacionado com a adaptação da organização a um ambiente mutável. Está, portanto, sujeito a incertezas no que se refere aos eventos ambientais.

5.4.1.1. O planejamento estratégico é compreensivo. Ele envolve a organização como uma totalidade, abarcando todos os seus recursos, no sentido de obter sinergia das capacidades e potencialidades da organização, com intuito de obter um comportamento global, compreensivo e sistêmico

5.4.1.1.1. O planejamento estratégico é um processo de construção de consenso. Em face da diversidade de interesses e necessidades dos parceiros envolvidos, esse planejamento oferece um meio de atendê-los na direção futura que melhor convenha a todos.

5.5. Etapas do Planejamento Estratégico

5.5.1. definição da missão, da visão e dos valores

5.5.1.1. diagnóstico institucional/estratégico

5.5.1.1.1. definição de questões, objetivos e estratégias

5.6. Definição da missão, da visão e dos valores

5.6.1. A primeira fase do planejamento estratégico consiste no estabelecimento da missão (razão de ser), da visão (ideal desejado) e dos valores da organização.

5.7. Missão

5.7.1. A missão de uma organização, privada ou pública, deve expressar com clareza por que ela existe e o que ela faz. A missão é a razão de ser da empresa: além do porquê, expressa a essência da organização e deve ser orientada para o futuro.

5.7.1.1. A construção da missão organizacional não deve ser vista como uma obrigação burocrática, mas como uma ferramenta estratégica: é a primeira referência para definição dos objetivos estratégicos e direcionamento do processo de alocação dos recursos.

5.7.1.1.1. O processo de definição da missão deve iniciar com a análise e revisão dos propósitos atuais da organização, para identificar se continuam relevantes para o futuro, e se novos fatores poderão alterar essa relevância; considerando os interesses dos stakeholders.

5.7.1.1.2. O planejamento estratégico é uma forma de aprendizagem organizacional. Como está orientado para a adaptação da organização ao contexto ambiental, o planejamento constitui uma tentativa constante de aprender a ajustar-se a um ambiente complexo, competitivo e mutável

5.8. Visão

5.8.1. A visão não é adivinhação: é um misto de racionalidade e desejo, que procura explicitar o que a instituição quer atingir. Deve ser positiva e expressar uma situação futura ambiciosa – quase um sonho, mas não impossível de ser concretizada a ponto de se tornar uma ilusão para a organização

5.9. Visão e cenários

5.9.1. A visão estratégica do futuro por meio dos cenários orientará a atuação da organização e demandará uma atitude para enfrentar as dificuldades e aproveitar as oportunidades que virão

5.9.2. Essa técnica utiliza três tipos de cenários:

5.9.2.1. otimista – corresponde ao futuro que a organização gostaria de encontrar

5.9.2.1.1. intermediário – é aquele que a organização se prepara para encontrar

5.10. Valores

5.10.1. Valores são princípios, crenças, normas e padrões que orientam o comportamento e a atuação da organização, e que devem ser internalizados e incorporados em sua cultura. Valores são virtudes, são bens desejáveis que traduzem um sentido comum, uma visão única a ser compartilhada por diretores, gerentes e funcionários.

5.10.1.1. Os valores são definidos por palavras como: ética, honestidade, excelência, compromisso, responsabilidade, transparência, trabalho, valorização dos funcionários etc.

5.11. Diagnóstico institucional/estratégico

5.11.1. Finalidade do diagnóstico é identificar os pontos fortes e fracos da organização, e analisar as oportunidades e ameaças com as quais a organização vai ter que lidar no ambiente externo.  Nas organizações privadas analisam-se também os clientes, os concorrentes que a empresa terá que enfrentar, os novos produtos e/ou produtos substitutos, e a possível interferência das ações de governo em seu negócio.

5.11.1.1. Praticamente todas as organizações utilizam como ferramenta a análise Swot, para construir um mapa situacional, com base na identificação das forças e fraquezas da organização e das oportunidades e ameaças existentes no ambiente.

5.12. Análise interna

5.12.1. A análise interna é restrita, controlável, e identifica os pontos fortes e os pontos fracos da organização.

5.12.1.1. Pontos fortes são competências, fatores ou características positivas que a organização possui e que favorecem o cumprimento de sua missão, devendo ser considerados na elaboração das estratégias.

5.12.1.1.1. Pontos fracos são as deficiências, fatores ou características negativas que se encontram presentes na organização e prejudicam o cumprimento de sua missão, devendo ser objeto de programas específicos para eliminá-los ou minimizá-los. Nessa etapa é feita a avaliação do desempenho da organização em relação a todas as áreas funcionais, para identificar quais as competências, fatores ou características que a empresa possui para atingir seus objetivos.

5.12.1.2. Adota-se como ferramenta de avaliação o benchmarking. Essa técnica consiste em identificar as melhores empresas e quais as técnicas, métodos e estratégias que elas utilizaram e utilizam para conquistar, manter e fortalecer suas áreas funcionais e seus processos (identifica as melhores práticas dessas empresas de sucesso)

5.13. Análise externa

5.13.1. A análise externa é ampla, lida com o incontrolável e refere-se ao conhecimento do ambiente externo à organização. Nas organizações privadas, essa análise irá abranger, no macroambiente, itens políticos, legais, econômicos, tecnológicos e socioculturais, e no ambiente setorial, os concorrentes, fornecedores, compradores, novos produtos e/ou produtos substitutos e governo.

5.13.2. Martinho Almeida (2009) afirma que a análise do ambiente (externa) é a etapa mais importante do planejamento estratégico, pois é quando as entidades são levadas a alcançar a eficácia pela descoberta de oportunidades e ameaças. Para Almeida, o ambiente de uma entidade é tudo aquilo que influencia em seu desempenho, sem que ela pouco ou nada possa fazer para mudar tais fatores ou variáveis