Raça, etnia e multiculturalismo

Mapa mental do livro de sociologia 1EM pag 108 à 131

Começar. É Gratuito
ou inscrever-se com seu endereço de e-mail
Raça, etnia e multiculturalismo por Mind Map: Raça, etnia e multiculturalismo

1. Preconceito, discriminação e segregação

1.1. Disputar de poder político, territorial, institucional e simbólico em diferentes períodos históricos.

1.1.1. Preconceitos de classe, de crença, de gênero, de orientação sexual, de nacionalidade, de etnia, de cultura, entre outros, servem de suporte para diferentes formas de discriminação e segregação.

1.1.1.1. Essas práticas, que expressam estruturas hierárquicas socialmente construídas, valorizam certos grupos sociais em detrimento de outros.

1.2. 1989- Promulgada a Lei nº 7.716/89, que torna o racismo crime inafiançavel no Brasil.

1.3. Preconceito

1.3.1. Atitudes negativas e desfavoráveis contra uma pessoa, um grupo, um povo ou uma cultura diferente daqueles que os manifestam. Fundamentadas em estereótipos negativos - generalizações superficiais e depreciadoras do outro -, tais atitudes servem de base para julgamentos prévios.

1.3.2. Crime qualquer forma de preconceito, mas infelizmente já está profundamente enraizado no cotidiano

1.4. 2001 - 2004

1.4.1. Conferência mundial da ONU contra o racismo, a discriminação racial, a xenofobia e intolerâncias correlatas, realizada em Durban, África do Sul, condena a discriminação e a intolerância e aprova um programa de ação para combater o racismo em nível internacional, regional e nacional.

1.4.2. Lei Federal Nº 10.558/2002 cria o Programa Diversidade na Universidade, no âmbito de Ministério da Educação.

1.4.3. A Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) adota o sistema de cotas raciais e sociais com a aprovação da Lei Estadual nº 4151/2003

1.4.4. A Universidade de Brasília aoriva a adoção de cotas para negros, indígenas e afrodescendentes.

1.5. Discriminação

1.5.1. Negação da igualdade de tratamento transformada em ação concreta

1.5.2. Discriminação contra nordestinos

1.5.2.1. Muitos discursos de ódio nas redes sociais por conta da eleição de 2014, o ano que a Dilma Rousseff se candidatou.

1.5.3. Discriminação racial

1.5.3.1. 21 de março - Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial

1.5.3.1.1. 21 de Março de 1960, a polícia abriu fogo e matou 69 pessoas em uma manifestação pacífica, em Sharpeville, África do sul, contra o apartheid "pass laws".

1.5.3.2. A discriminação racial e ética ocorre diariamente, dificultando o progresso para milhões de pessoas ao redor do mundo. Racismo mata!

1.5.3.3. Crime de racismo e xenofobia em universidade paulista

1.5.3.3.1. Em abril de 2012, a impressa divulgou: xenofobia que é antipatia contra estrangeiros, e discriminação contra um grupo de estudantes africanos

1.6. Kabengele Munanga

1.6.1. Pesquisador sênior da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Sua experiência de pesquisa concentra-se na área de Antropologia das Populações Afro-Brasileiras. Atua principalmente nos temas racismo, identidade, identidade negra, África e Brasil.

1.7. O Brasill em preto e branco

1.7.1. Renda e condições sociais variam de acordo com a cor da pele

1.7.1.1. De acordo com o gráfico da página 14, brancos tem vantagens em todos os tópicos, entre eles: Renda per capita, esperança de vida, anos de estudo, população alfabetizada, população escolarizada e posição no ranking de IDH

1.8. Desigualdade de rendimento entre homens e mulheres no Brasil

1.8.1. Pode ocorrer de forma explícita, como nas forças armadas, ou de forma implícita, como em diversas empresas nas quais escolhem homens para cargos executivos e de melhor remuneração. Há os que justificam de forma ostensiva tal desigualdade pelo fato de a mulher supostamente ter um vínculo maior com problemas domésticos, poder engravidar e ter direito à licença-maternidade, fatores que, dependendo do ramo da empresa, afetaria a produtividade.

1.9. Segregação

1.9.1. A segregação é o estabelecimento de uma fronteira social ou espacial que aumenta as desvantagens de grupos discriminados. A segregação é colocada em prática de maneira consciente e institucional, com base em falsas ideias, como a superioridade de uma etnia, gênero, classe social ou nacionalidade sobre outras.

1.9.2. Apartheid - exemplo de segregação

1.9.2.1. Resumindo... Política oficial de segregação racial da África do Sul. Eles praticamente separavam os brancos dos negros. Para implantar o apartheid, um conjunto de atos jurídicos legalizou o racismo e promoveu a segregação racial no país. Eles proibiram casamentos e relações sexuais e afetivas inter-raciais. O regime segregacionista sul-africano terminou em 1994, com a eleição de Nelson Mandela, o principal líder da resistência do apartheid na África do Sul (foi presidente da África do Sul de 1994 a 1999 e comandou a transição do regime do apartheid para uma África do Sul democrática e multirracial.

2. Raça, racismo e etnia: aspectos socioantropológicos

2.1. Ao longo da história da humanidade, foram frequentes os encontros entre grupos sociais cujas diferenças eram percebidas principalmente pelos traços físicos. Essas características passaram a servir, então como critério para classificar os grupos humanos.

2.1.1. A partir do século XV, os europeus lançaram-se à expoloração do mundo. Nessa época, as diferenças entre os grupos humanos com base no fenótipo, associadas aos interesses econômicos e políticos das elites das metrópoles, serviram como critério para justificar a expoloração das populações nativas da Ásia, da África, da Oceania e das Américas pelos colonizadores europeus (espanhóis, ingleses, franceses, portugueses e outros). Por aoresentarem características físicas culturais diferentes, os nativos passaram a ser considerados inferiores e, em alguns casos, desprovidos de humanidade.

2.1.2. A ideologia do racismo baseou-se em estudos do comportamento humano que procuram explicar as diferenças sociais e culturais apoiando-se nos conceitos das Ciências Naturais. Tais estudos influenciaram a criação de teorias raciais e eugênicas que buscavam justificar a ideia da existência de povos "inferiores" e "superiores". Essas teorias ainda estão na base do pensamento que sustenta o racismo.

2.2. Teorias raciais e eugênicas

2.2.1. Entre final do século XIX e início do século XX, a ideia de superioridade entre grupos étnicos e raciais (grupos humanos fortes e fracos segundo características físicas herdadas biologicamente) foi associada a traços intelectuais e morais.

2.2.2. Eugenia

2.2.2.1. Propõe o melhoramento da espécie humana pela reprodução de indivíduos com características desejáveis

2.2.2.2. Segundo Gobineau,"a raça branca" ajudava as outras "raças inferiores" a se desenvolver, mas quanto maior a nação fosse miscigenada, maior seria o grau de degeneração.

2.2.2.2.1. alguns pensadores começaram a defender o "branqueamento" da população como solução para o desenvolvimento do país, nos moldes da sociedade europeia.

2.2.3. Para Cesare Lombroso, a diferença entre uma pessoa honesta e uma pessoa criminosa estaria relacionada a aspectos físicos. A difusão dessas ideias contribuiu para a efetivação do racismo como ação política e ideológica.

2.3. A teoria da democracia racial

2.3.1. Gilberto Freye

2.3.1.1. Sociólogo, antropólogo e historiador pernambucano

2.3.1.2. A partir da década de 1930, no contexto de construção de uma identidade nacional que valorizasse a interação social entre as diferentes etnias formadoras da população brasileira, desenvolveu-se uma nova perspectiva acerca da questão racial.

2.3.2. 1950, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura passou a financiar estudos sobre o caráter positivo das relações raciais no Brasil, possibilitando novas análises das questões relacionadas à situação do negro e aos preconceitos raciais na vida social brasileira.

2.3.3. A perspectiva positiva de um comportamento racial tolerante no Brasil fortaleceu a crença de que no país não haveria preconceito nem discriminação racial, mas sim oportunidades econômicas e sociais equilibradas para as pessoas de diferentes grupos raciais ou étnicos.

2.3.3.1. Brasil foi tomado como modelo a ser seguido, quando comparado com outros países em que a segregação era visível social e legalmente

2.4. O mito da democracia racial

2.4.1. Autor analisa "A integração do negro na sociedade de classes" e afirma que a "democracia racial" é um mito. Como principal argumento, defende que os negros libertos no período pós-abolição não ameaçavam a política e socialmente a posição de poder dos brancos, sendo desnecessárias medidas formais para promover o distanciamento entre negros e brancos.

2.4.2. As desvantagens dos negros e mestiços são confirmadas estatisticamente por muitas pesquisas acadêmicas. Resumindo, os pretos e pardos constituem 74,2% da população mais pobre do país e apenas 16% da mais rica

2.4.3. Para tentar combater o problema, o movimento negro brasileiro pressionou o governo e, em 1989, conseguiu que fosse promulgada a Lei nº 7.716/89, que tornou o racismo crime inafiançável. (mas mesmo assim, dificilmente os casos denunciados resultam na punição do agressor)

2.5. A luta pelos direitos civis nos EUA

2.5.1. Ao final da Segunda Guerra Mundial, os EUA eram vistos como o modelo de sociedade a ser seguido pelos países capitalistas. A nação escondia relações sociais internas marcadas pelo preconceito e pela discriminação, em 1955 com a repercurssão do ato praticado por uma mulher negra, Rosa Parks, ao se recusar a cumprir uma determinação legal do estado do Alabama que obrigava a separação entre brancos e negros a bordo dos ônibus. Presa, seu caso servil de estopim para o início da luta pelos direitos civis e pela igualdade racial nos EUA.

2.6. Etnia: o reconhecimento das diferenças

2.6.1. Etinia

2.6.1.1. podemos defini-la como um conjunto de seres humanos que partilham diferentes aspectos culturais, os quais vão da linguagem à religião. (O termo "etnia" está diretamente associado à diversidade cultural)

2.6.1.2. Diferentemente do termo "raça", que evoca uma distinção dada pela origem biológica, etnia e etnicidade referem-se às práticas socioculturais e históricas de diferentes grupos humanos que interagem entre si.

2.6.1.3. A cultura e as interações socioespaciais vivenciadas por ele moldam sua maneira de ser e sua visão de mundo, distinguindo e singularizando sua identidade individual e a de seu grupo social

2.6.1.4. combate a ideia de "raças superiores"

2.6.1.5. A ênfase dada à etnia e à ideia de diversidade ou pluralidade cultural colocou em xeque as fundamentações biológicas do comportamento humano. Apesar disso, o termo raça ainda se encontra presente no cotidiano das relações sociais em sociedades complexas como a brasileira, tendo em vista que nesse tipo de sociedade ele foi construído socal e historicamente como uma categoria político-ideológica.

3. Multiculturalismo, interculturalidade e ação afirmativa

3.1. Multiculturalismo

3.1.1. Surge nas sociedades contemporâneas como um meio de combater, por um lado, a ideia de homofeneidade cultural fundamentada na visão de superioridades dos povos colonizadores europeus e, por outro lado, as desigualdades sociais e as diversas formas de racismo, de preconceito e de discriminação social

3.1.2. O conceito de "Multiculturalismo" pode mudar pelo fato de determinadas sociedades serem formadas por culturas distintas.

3.1.3. Na Antropologia, a perspectiva multicultural compreende a sociedade como uma convergência de diferentes culturas que, em vez de submeterem a um padrão único, se misturam de modo original, formando diversos mosaicos culturais

3.1.4. O multiculturalismo, em uma visão mais crítica, enfoca o poder, o preivilégio, a hierarquia das opressões e os movimentos de resistência. Entre as críticas, se destacam aquelas que apontam seu caráter eurocêntrico e denunciam que as várias culturas coexistentes na sociedade são reconhecidas de maneira subordinada, sem questionar a ordem hegemônica atribuída à cultura ocidental.

3.1.4.1. Afirma que: a cultura, o modo de vida e visão de mundo dos europeus são universais e únicos, sobrepondo-se aos dos demais povos

3.1.4.1.1. papel central no desenvolvimento da xenofobia

3.2. Homogeneidade cultural

3.3. Interculturalidade

3.3.1. de modo diverso, aponta a comunicação e interação entre as culturas como meio de produzir novos conhecimentos e outras interpretações simbólicas do mundo.

3.3.2. Desde as últimas décadas do século passado, diversos grupos, organizações e movimentos sociais reividicam melhores condições econômicas e sociais

3.3.2.1. A sociedade brasileira apresenta relações de grande desigualdade entre os descendentes dos povos que lhe deram origem

3.4. Ações afirmativas

3.4.1. começaram a ser adotadas nos EUA, nos anos 1930, e multuplicaram-se de diferentes maneiras en vários países, incluindo os da Europa.

3.4.1.1. Ações afirmativas: Medidas especiais e temporárias, tomadas ou determinadas pelo poder público ou pela iniciativa privada, espontânea ou compulsoriamente, com o objetivo de eliminar ou reduzir desigualdades historicamente acumuladas, garantindo oportunidades e tratamento iguais, e para compensar perdas causadas pela discriminação e marginalizalção decorrentes de motivos étnicos, religiosos, de gênero e outros.

3.4.1.1.1. O sistema de cotas é a ação afirmativa mais comum nos diversos países que adotaram essas políticas.

3.4.1.1.2. As ações afirmativas também constituem um conjunto de instrumentos políticos, institucionais e jurídicos aplicados nos diferentes níveis de governo (federal, estadual e municipal) para instituir as bases de uma política de promoção da igualdade racial.

3.4.1.1.3. Se por um lado as políticas de ações afirmativas na modalidade cotas têm servido para que mais pessoas negras ingressem nas universidades e apresentar à sociedade as questões vividas pelos indígenas, por outro não produziram a alteração necessária na estrutura social que mantém as desigualdades étnico-raciais e todas as outras formas de desigualdade do Brasil.

3.4.1.1.4. As ações afirmativas podem ser o início de um longo caminho rumo a uma sociedade fundamentada no respeito às diferenças e aos direitos humanos.

3.5. Ensino de História da África e dos negros no Brasil

3.5.1. Com a consolidação do sistema de educação no país, privilegiavam a história dos europeus. Visão da história que se estudava no Brasil era eurocêntrica, o que implicava negligenciar toda a riqueza da história e da cultura dos pobos africanos e também dos povos indígenas. Tal omissão histórica da educação brasileira é extremamente negativa. Os desafios para mudar essa realidade são enormes.

3.5.1.1. como mudar?

3.5.1.1.1. aumentar a quantidade de material didático, divulgação e pesquisa sobre os conteúdos a serem lecionados e qualificação dos professores de História e Sociologia sobre essas temáticas.

3.6. Raça e desempenho esportivo: uma falsa polêmica

3.6.1. Poucos recordistas olímpicos negros

3.6.1.1. Cor não determina biotipo.

3.6.1.2. Um internauta comentou: "Com bastante bagagem e experiência no assunto, posso afirmar que natação no Brasil é um esporte para poucos. Para os que podem pagar. O fato de haver poucos negros com destaque na natação não é pelas teorias genéticas de massa muscular (que rejeito totalmente e acho que isso é puro preconceito e desculpa)".