A Sociedade em Rede, Manuel Castells.

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A Sociedade em Rede, Manuel Castells. por Mind Map: A Sociedade em Rede, Manuel Castells.

1. Revolução Atual

1.1. Tecnologias da Informação

1.1.1. Microeletrônica

1.1.2. Computação

1.1.3. Telecomunicações

1.1.4. Optoeletrônica

1.1.5. Engenharia Genética

2. Revolução Industrial

2.1. Primeira Revolução Industrial

2.2. Segunda Revolução Industrial

2.3. Lições - Revoluções Industriais

2.3.1. 1. "Foram, de fato, 'revoluções' no sentido de que um grande aumento repentino e inesperado de aplicações tecnológicas transformou os processos de produção e distribuição, criou uma enxurrada de novos produtos e mudou de maneira decisiva a localização das riquezas e do poder no mundo, que, de repente, ficaram ao alcance dos países e elites capazes de comandar o novo sistema tecnológico".

2.3.2. 2. "A ascensão histórica do chamado Ocidente (...) está fundamentalmente associada à superioridade tecnológica alcançada durante as duas Revoluções Industriais".

2.3.3. 3. "As descobertas tecnológicas ocorreram em agrupamentos, interagindo entre si num processo de retornos cada vez maiores. Sejam quais forem as condições que determinam esses agrupamentos, a principal lição que permanece é que a inovação tecnológica não é uma ocorrência isolada. Ela reflete um determinado estágio de conhecimento; um ambiente institucional e industrial específico; uma certa disponibilidade de talentos para definir um problema técnico e resolvê-lo; uma mentalidade econômica para dar a essa aplicação uma boa relação custo/benefício; e uma rede de fabricantes e usuários capazes de comunicar suas experiências de modo cumulativo e aprender usando e fazendo".

3. Timeline

3.1. 1770

3.1.1. Início da Primeira Revolução Industrial

3.2. 1870

3.2.1. Fim da Primeira Revolução Industrial

3.2.2. Início da Segunda Revolução Industrial

3.3. 1876

3.3.1. Invenção do Telefone

3.4. 1898

3.4.1. Invenção do Rádio

3.5. 1906

3.5.1. Invenção da Válvula de Vácuo

3.6. 1946

3.6.1. Invenção do Computador Programável

3.7. 1947

3.7.1. Invenção do Transistor

3.8. 1956

3.8.1. Invenção dos Cabos Telefônicos Transatlânticos

3.9. 1957

3.9.1. Invenção do Circuito Integrado (CI)

3.10. 1964

3.10.1. Invenção do Mainframe 360/370

3.11. 1970

3.11.1. Invenção da Rede Digital de Serviços Integrados (ISDN)

3.12. 1971

3.12.1. Invenção do Microprocessador

3.13. 1975

3.13.1. Invenção do Altair

3.14. 1975

3.14.1. Fundação da Microsoft

3.15. 1976

3.15.1. Fundação da Apple

3.16. 1977

3.16.1. Invenção do Apple II

3.17. 1881

3.17.1. Invenção do Computador Pessoal (PC)

3.18. 1984

3.18.1. Invenção do Macintosh

3.19. 1990

3.19.1. Invenção das Redes de Banda Larga Integradas (IBN)

3.20. 1990

3.20.1. Introdução da Telefonia Celular

4. Economia Global

4.1. Informacional

4.1.1. "A produtividade e a competitividade de unidades ou agentes nessa economia dependem basicamente de sua capacidade de gerar, processar e aplicar de forma eficiente a informação baseada em conhecimentos".

4.2. Global

4.2.1. "As principais atividades produtivas, o consumo e a circulação, assim como seus componentes estão organizados em escala global, diretamente ou mediantes uma rede de conexões entre agentes econômicos".

4.3. Rede

4.3.1. "A produtividade é gerada, e a concorrência é feita em uma rede global de interação entre redes empresariais".

4.4. Produtividade

4.4.1. A produtividade gera crescimento econômico e é uma função da transformação tecnológica equivale a dizer que as características das sociedades são os fatores cruciais subjacentes ao crescimento econômico, por seu impacto na inovação tecnológica.

4.4.1.1. Sob uma perspectiva de agentes econômicos, a produtividade não é um objetivo em si. Empresas e Nações são os verdadeiros agentes do crescimento econômico, tendo em vista que a lucratividade e a competitividade são os verdadeiros determinantes da inovação tecnológica e, portanto, do crescimento da produtividade.

4.4.1.1.1. As empresas em um contexto de lucratividade e maior valor de suas ações no mercado.

4.4.1.1.2. As nações – instituições políticas – são moldadas por um conjunto maior de interesses, estarão voltadas, na esfera econômica, para a maximização da competitividade de suas economias.

4.4.1.1.3. A competitividade e produtividade na produção informacional baseiam-se na geração de conhecimentos e no processamento de dados, pois é uma ferramenta fundamental para a concorrência entre empresas, instituições e países.

4.5. Não é uma economia planetária.

4.5.1. A economia global não abarca todos os processos econômicos do planeta, não abrange todos os territórios e não inclui todas as atividades das pessoas, embora afeta direta ou indiretamente toda a humanidade.

4.5.1.1. A economia global é caracterizada por uma assimetria fundamental entre países, quanto a seu nível de integração, potencial para concorrência e fatia dos benefícios do desenvolvimento econômico. A consequência dessa concentração de recursos, dinamismos e riquezas em certos territórios é a segmentação cada vez maior da população mundial, acompanhando a segmentação da economia global e, por fim, levando a tendências globais de aumento da desigualdade e da exclusão social.

4.5.1.1.1. Este processo de segmentação caracteriza-se por um movimento duplo: de um lado, segmentos valiosos dos territórios e dos povos estão ligados nas redes globais de geração de valor e de apropriação de riquezas; por outro lado, tudo, e todos, que não tenham valor, segundo o que é valorizado nas redes, ou deixa de ter valor, ou é desligado das redes e, finalmente, descartado.

4.6. A nova economia

4.6.1. No cerne das novas indústrias da tecnologia da informação tem de existir uma relação com a Internet. Tendo em vista que existe uma relação entre o mercado estadunidense e a Internet, dividida em quatro camadas.

4.6.1.1. I. Empresas que oferecem infra estrutura para Internet, isto é, empresas de telecomunicações, provedores de serviços de Internet, empresas que provêm acesso final, e fabricantes de equipamentos de rede para usuários finais.

4.6.1.2. II. Empresas que criam aplicativos de infra estrutura para Internet, ou seja, seus produtos e serviços são transações via Internet.

4.6.1.3. III. Empresas que não geram receita direta de transações comerciais, porém de publicidade, contribuições de afiliação e comissões, pelos quais oferecem serviços gratuitos via Internet.

4.6.1.4. IV. O futuro da Internet, – do ponto de vista de 1999 –, empresas que realizam transações econômicas.

4.6.2. A nova economia interfere em todos os ramos econômicos, do mercado financeiro a bolsa de valores. Esta é uma economia capitalista, mas um novo tipo de capitalismo diferente do verdadeiro livre mercado – laissez faire – e do tradicional keynesianismo.

4.7. Surge inicialmente nos Estados Unidos em ramos específicos: tecnologia da informação e das finanças e com a biotecnologia.

4.7.1. Embora tenha origem nos Estados Unidos, está se espalhando por todo o globo, sendo rotulado como globalização.

5. Timeline

5.1. 1870 - 1950

5.1.1. De modo geral, houve uma taxa moderada de crescimento de produtividade – nunca ultrapassando mais de 2%.

5.2. 1950 - 1973

5.2.1. Alta taxa de crescimento de produtividade.

5.2.1.1. As inovações tecnológicas industriais, reunidas como um sistema durante a Segunda Guerra Mundial, foram transformadas em um modelo dinâmico de crescimento econômico.

5.3. 1973 - 1993

5.3.1. Taxa baixíssima de crescimento de produtividade.

5.3.1.1. Início da revolução tecnológica da informação.

5.3.1.2. Segundo Paul David, para as novas descobertas tecnológicas possam difundir-se por toda economia e, dessa forma, intensificar o crescimento da produtividade a taxas observáveis, a cultura e as instituições da sociedade, bem como as empresas e os fatores que interagem no processo produtivo precisam passar por mudanças substancias que demandam tempo.

5.3.1.3. Segundo o economista Gordon, havia uma assimetria de informação econômica. Na qual houve uma concentração de crescimento no mercado computacional. Portanto, só há um setor dinâmico na estrutura da economia ao redor da TI, ao passo que o resto da economia continua com seu crescimento lento. Tendo em vista que as inovações das aplicações tecnológicas chegam primeiro aos ramos de atividade que estão em sua fonte, depois se espalham para outros ramos.

5.3.1.4. O novo paradigma tecnológico mudou o escopo e a dinâmica da economia industrial, criando uma economia global e promovendo uma nova ordem de concorrência entre os agentes econômicos já existentes e também entre eles os novos. Com isso, houve ao mesmo tempo uma destruição criativa em grandes em segmentos da economia, afetando empresas, setores, regiões e países de forma desproporcional. Portanto, o resultado líquido do primeiro estágio da revolução informacional traduziu-se em vantagens e desvantagens para o progresso econômico.

6. A Empresa em Rede

6.1. Surgimento

6.1.1. O surgimento da economia informacional global se caracteriza pelo desenvolvimento de uma nova lógica organizacional – manifesta-se de diferentes formas em vários contextos culturais e institucionais – que está relacionada com o processo atual de transformação tecnológica, mas não depende dele.

6.2. Trajetória e transformação organizacional

6.2.1. Apesar de diversas análises da trajetória organizacional, há sempre cinco pontos essenciais – sendo estes pontos diferentes, embora, inter-relacionados:

6.2.1.1. I. Houve uma mudança na estrutura e organização da produção e dos mercados na economia global, desde a década de 70.

6.2.1.2. II. As transformações organizacionais interagiram de forma direta ou indireta com a tecnologia informacional.

6.2.1.3. III. Um dos objetivos principais das transformações organizacionais era lidar com as incertezas causada pelo ritmo veloz das mudanças no ambiente econômico, institucional e tecnológico aumentando a produtividade.

6.2.1.4. IV. Muitas transformações organizacionais visavam redefinir o processo de trabalho e as práticas de emprego, aumentando a automação do trabalho.

6.2.1.5. V. A administração dos conhecimentos e processamentos das informações em âmbito econômico global.

6.2.2. Evolução da trajetória tendencial organizacional:

6.2.2.1. I. Identificada por Piore e Sabel, transição da produção em massa para a produção flexível – fordismo ao pós-fordismo.

6.2.2.2. II. Crise de grandes empresas – devido a produção padronizada em massa – e a flexibilidade de pequenas e médias empresas como agentes de inovação e fontes de criação de empregos.

6.2.2.3. III. "Toyotismo", novos métodos de gerenciamento: terceirização da produção, visa o atendimento da demanda (sem estoque), descentralização da produção, produção flexível e qualificação da mão de obra.

6.2.2.4. IV. Em um panorama internacional, modelo de redes multidirecionais posto em prática por empresas de pequeno e médio porte e o modelo de licenciamento e subcontratação de produção sob o controle de uma grande empresa.

6.2.2.5. V. Interligação de grandes corporações: alianças estratégicas, sobretudo no mercado de alta tecnologia.

6.2.2.6. VI. Empresas mudando seus planos organizacionais pela imprevisibilidade transformacional econômica e tecnológica, sendo a caracterização da principal mudança de burocracias verticais para empresas horizontais.

6.2.2.7. VII. As redes são elementos fundamentais das organizações.

6.2.2.8. VIII. Toda transformação organizacional tem seu modelo arquetípico – como o fordismo –, e o modelo empresarial da economia da Internet seja o modelo Cisco.

6.2.2.8.1. O modelo Cisco se baseia em hipóteses triplas:

6.3. Cultura e organização econômica

6.3.1. Cada sociedade tende a gerar seu próprio sistema organizacional, haja vista a distinção histórica e cultural específica de cada lugar. Porém, em um ambiente econômico global essas formas organizacionais se difundem entre si, misturando-se e adaptando-se.

6.3.2. Em pesquisas comparativas sobre a teoria organizacional de empresas em contextos distintos do padrão anglo-saxônico tradicional, destacou-se as economias do Leste Asiático – sendo importante em dois principais motivos.

6.3.2.1. I. Os modelos de organização empresarial no Leste Asiático são produzidos pela interação da cultura, histórica e instituições, sendo estes os fatores essenciais para a formações empresarias específicas.

6.3.2.2. II. A tendência fundamental comum do leste asiático é baseado em tipos de redes.

6.3.2.3. As tipologias das redes no Leste Asiático são redes organizadas de empresas independentes sendo esta a forma predominante de atividade econômica, sendo divididas em japonesas, coreanas e chinesas.

6.3.2.3.1. Japão. Há uma organização de rede empresas na qual são donas uma das outras – lógica comunitária.

6.3.2.3.2. Coréia. As redes coreanas são muito hierárquicas, onde as empresas de rede são controladas por uma "holding" central, possuída por uma pessoa e uma família – lógica patrimonial.

6.3.2.3.3. China. Economia baseada em empresas familiares juntas em redes de empresas de diversos setores – lógica patrilinear.

6.3.3. O Estado desenvolvimentista – estabelece como princípio de legitimidade sua capacidade de promover e manter o desenvolvimento, entendendo-se por desenvolvimento a comunicação de taxas de crescimento econômico altas e constantes, e transformação estrutural do sistema econômico, tanto internamente quanto em suas relações com a economia internacional – e as redes asiáticas.

6.3.3.1. O Estado japonês

6.3.3.1.1. Moldou o Japão, a Coreia e Taiwan sob seu domínio colonial. Desde a Era Meiji o Japão foi um agente de modernização autoritária, funcionando por intermédio de grupos empresarias.

6.3.3.1.2. O Estado imperial japonês estabeleceu uma tecnocracia isolada e moderna que aprofundou sua capacidade para o preparo da maquina bélica japonesa.

6.3.3.1.3. Os grupos empresarias japoneses tendem a ser organizados verticalmente com base em uma empresa principal que desfruta de um acesso direto ao Estado.

6.3.3.2. O Estado chinês

6.3.3.2.1. Nas últimas décadas do Estado imperial e no breve período de Estado KMT, as empresas eram ao mesmo tempo maltratas e solicitadas, vistas como fonte de renda, em vez de geradores de riqueza. Isso gerou alta tributação e desincentivo à industrialização.

6.3.3.2.2. Quando o Estado não agia para criar o mercado, as famílias encarregavam-se de fazê-lo sozinhas, ignorando o Estado e inserindo os mecanismos de mercado nas redes socialmente construídas.

6.3.3.3. O Estado coreano

6.3.3.3.1. Em 1961 o Estado estabeleceu as bases para um processo estatal de industrialização e concorrência na economia internacional, posto em prática pelas empresas coreanas em nome dos interesses da nação e sob rígida orientação do Estado.

6.3.3.3.2. Redes centralizadas e autoritárias. O Estado fecha o mercado doméstico à concorrência internacional e praticou uma política de substituição de importação.

6.3.3.3.3. O governo controlava o sistema bancário bem como a licença de exportação e importação. As empresas tinham de estar concentradas em grandes conglomerados.

6.4. Redes internacionais

6.4.1. Dieter Ernst sintetizou informações sobre formação de redes entre empresas na economia global, e a maioria das atividades econômicas é organizada em cinco tipos diferentes de redes:

6.4.1.1. I. Redes de fornecedores

6.4.1.2. II. Redes de produtores

6.4.1.3. III. Redes de clientes

6.4.1.4. IV. Coalizões-padrão

6.4.1.5. V. Redes de cooperação tecnológica.

6.4.1.6. Ernst relata que a formação dessas redes não implica no fim das multinacionais, pois essas redes são centradas em multinacionais ou são formadas com base em alianças e cooperação entre essas empresas.

6.4.1.7. As empresas multinacionais não estão apenas participando da rede, mas elas estão próprias cada vez mais organizadas em redes descentralizadas. Em geral, as redes são assimétricas, mas cada um de seus elementos não conseguem sobreviver sozinho ou impor suas regras – a lógica da rede é mais poderosa que seus poderosos.

6.4.1.8. A importância da rede no panorama econômico é a globalização de mercados e insumos e a drástica transformação tecnológica.

6.5. Elementos organizacionais da realidade histórica e caracterização do informacionalismo

6.5.1. Redes de empresas sob diferentes formas, diferentes contextos e a partir de expressões culturais diversas.

6.5.2. Ferramentas tecnológicas.

6.5.3. Concorrência global.

6.5.4. O Estado moderno.